Recontagem de votos tira MDC da Câmara Federal

Apesar de não ter sido eleita, petista esperava assumir cargo de deputada com a nomeação de suplentes, mas decisão judicial fez PT ficar sem uma cadeira em Brasília

iG Minas Gerais | Da Redação |

Com recontagem dos votos, MDC ficou sem vaga na Câmara
JOÃO LÊUS/ARQUIVO
Com recontagem dos votos, MDC ficou sem vaga na Câmara

Uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fez com que a ex-prefeita e ex-deputada MDC (PT) perdesse a chance de assumir um novo mandato na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Apesar de não ter sido eleita e ter ficado apenas como a quinta suplente da Coligação Minas pra Você (PT, PMDB, PCdoB, PROS e PRB), MDC esperava conseguir uma vaga no Congresso, já que os deputados e os suplentes que estavam à sua frente estão assumindo cargos nos governos federal e estadual. É o caso de George Hilton (PRB), que assumiu o Ministério dos Esportes; Odair Cunha (PT), que virou secretário de Estado de Governo; Patrus Ananias (PT), atual ministro do Desenvolvimento Agrário; Miguel Corrêa (PT), secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; e do suplente Nilmário Miranda (PT), que deve assumir a Secretaria de Estado de Direitos Humanos.

Mas o ministro Gilmar Mendes determinou na sexta-feira (30) que o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) fizesse a recontagem da votação no Estado. Na decisão. Mendes determinou que os votos recebidos pelo candidato Geraldo Torres (PTdoB), que teve o seu registro de candidatura negado, fossem considerados válidos, o que alterou o resultado da eleição. Com isso, o Partido dos Trabalhadores perdeu uma vaga na Câmara, e MDC acabou sendo prejudicada. Isso porque a cadeira do então deputado Adelmo Leão (PT) acabou sendo ocupada por Franklin Souza, do (PTdoB). Leão ficou com a primeira suplência.

Agora, mesmo se o suplente Nilmário Miranda assumir cargo no governo do Estado, a ex-prefeita não conseguirá ocupar mais uma vaga em Brasília. Para isso, seria necessário que Adelmo Leão e Franklin Souza também assumissem cargos nas esferas estadual e federal.

Segundo o vereador Eutair Santos (PT),  o PT nacional e Adelmo entraram com uma ação questionando a decisão do TSE para tentar reverter o caso.

No início do ano, MDC, que teve 44.527 votos nas últimas eleições, chegou a divulgar, nas redes sociais, que poderia assumir uma vaga na Câmara. A reportagem tentou falar com a petista, mas ela não retornou as ligações.

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