Novo comando quer lançar operações em áreas críticas

O tenente-coronel Edmilson Sabino, 46, foi empossado na última quarta-feira (4)

iG Minas Gerais | Dayse Resende |

Otimismo. 
Para comandante, baixo efetivo não será um problema
FOTO: JOAO LEUS / OTEMPO
Otimismo. Para comandante, baixo efetivo não será um problema

A criminalidade tem preocupado muito a população, principalmente nos últimos meses. Em janeiro, tivemos um recorde de homicídios. O senhor já tem algum plano de combate à violência?

Já havia feito algumas supervisões em Betim pela 2ª Região e conheço bem a cidade, mas, para lançar essas ações, preciso fazer um estudo, verificar quais são os nosso recursos humanos e logísticos, para, então, definir como eles serão utilizados. Mas, a princípio, em conversa com o coronel Regional, Roberto Lemos, já definimos que vamos desenvolver algumas operações utilizando a 2ª Cia. de Missões Especiais. Vamos usar também a Tático Móvel e o Gepar, que já designou o policiamento a pé nos pontos mais complicados da cidade, além de algumas ações de inteligência e em conjunto com a Polícia Civil. O senhor acredita que o baixo efetivo será um empecilho para o desenvolvimento dessas ações?

Não podemos nos apoiar nisso. Temos que usar de inteligência, identificando quem são os cidadãos infratores e quais são os mais frequentes. Depois disso, faremos ações específicas. O baixo efetivo não é um problema, mas, sim, a forma como ele é utilizado. O que será feito neste primeiro momento? Vou fazer uma análise das estatísticas da criminalidade no município. A nossa seção de planejamento já está providenciando esses dados, e, o mais rápido possível, já vou lançar algumas ações. O Teresópolis é uma área que preocupa muito. Nessa região, por exemplo, está concentrada a maior taxa de homicídios do último mês. O combate ao tráfico é um desafio não só nessa área, mas em todo o município. Como combater isso? Em Betim, já temos um fator importante, que o Grupo de Intervenções Estratégicas, que monitora esses agentes de crimes. Com base nisso, podemos controlar o tráfico. Mas temos que levar em conta que a Polícia Militar é o primeiro órgão a atuar, porém, não é o único. É preciso que haja uma integração entre a Polícia Civil, o Ministério Público, a Justiça e o município. Quais o senhor acredita que serão os seus maiores desafios? Betim é um município em franco desenvolvimento e, economicamente, é o segundo de Minas Gerais em termos de Produto Interno Bruto (PIB). Infelizmente, a criminalidade acompanha isso. Então, o maior desafio será lançar os recursos que temos nos locais certos, fazendo as análises, unindo os esforços. Não adianta só a PM atuar, porque isso gera impunidade. Sobre o aumento do número de homicídios, o senhor já tem alguma avaliação? Ainda é muito cedo para uma análise mais precisa, mas há muitas lideranças presas, e isso pode ter desencadeado uma guerra. Mas isso não é difícil de ser controlado. Basta a gente atacar especificamente esse problema. Para isso, já foram lançadas algumas operações no município, com atenção especial para o Teresópolis. As unidades já têm a identificação dos indivíduos. Além disso, na última semana, recebemos 30 policiais da 2ª Cia de Missões Especiais, além de outros 70 recém-formados e três majores. Nos próximos dois meses, também deverão chegar a Betim seis aspirantes oficiais. São esforços que nos ajudarão a combater a criminalidade no município.

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