Gasolina aumenta em média 8,68%, aponta pesquisa

Levantamento foi feito pelo site Mercado Mineiro na cidade

iG Minas Gerais | José Augusto Alves |

Os motoristas que procuraram os postos de combustíveis para abastecer nesta semana ficaram assustados com o preço do litro da gasolina na cidade. Mesmo já esperando o reajuste no valor do produto, que foi anunciado pelo governo, o aumento nas bombas, em muitos postos, foi ainda maior.

Pesquisa realizada pelo site Mercado Mineiro em seis postos da cidade constatou que o reajuste médio do preço da gasolina foi de 8,68%, com a média passando de R$ 2,90, em dezembro, para R$ 3,20, em janeiro. A alta média foi de R$ 0,30, maior do que o reajuste de R$ 0,22 anunciado pelo governo federal. “Foi um reajuste muito acima do que era esperado. Reajustaram bastante. Mas o que chamou a atenção no levantamento foi que o aumento na cidade foi menor do que o registrado em Contagem, o que não acontecia, já que, em Betim, o preço da gasolina é mais caro”, explicou o coordenador da pesquisa, Feliciano Abreu.

O etanol também sofreu reajuste. De acordo com o levantamento, o preço médio do álcool subiu para R$ 2,30. Antes, era possível encontrar o litro do combustível por R$ 2,06. “Esse reajuste foi na contramão, porque, até no supermercado, o açúcar está caindo de preço. Então, para quem apostou no carro flex, agora ficou mais difícil para abastecer”, completou.

Ainda segundo Abreu, quando se aumenta o preço do combustível – o diesel também subiu –, a tendência é que o restante dos produtos também fiquem mais caros. “O combustível é a mola da economia. Então, se ele sobe muito, o transporte fica mais caro, e, com isso, tem que se reajustar também o frete. Consequentemente, os produtos das prateleiras também sobem”, ponderou.

Para o mecânico Alberto Pereira, o reajuste era esperado, mas não com um valor tão alto. “Eu fiquei meio assustado. Na semana passada, eu abasteci a R$ 2,84 e hoje (quinta) já está R$ 2,19. São R$ 0,25 a mais por litro. É muita coisa”, reclamou.

A funcionária pública Helena Maria de Cardoso também não aprovou o reajuste. “Está tudo subindo. Eu trabalho em Belo Horizonte e gasto muita gasolina. Ou seja, terei que economizar em outra coisa para não pesar ainda mais no bolso”, disse.

Nesta semana, o governo autorizou o aumento da porcentagem de álcool na gasolina: de 25% para 27%.

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