Guerrero confessa ter esticado o braço, mas acha expulsão 'injusta'

Atacante reclamou que sempre apanha muito em campo e precisa se defender em alguns lances

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

No primeiro jogo do ano, atacante peruano voltou a ser decisivo pelo Timão
Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
No primeiro jogo do ano, atacante peruano voltou a ser decisivo pelo Timão

Paolo Guerrero foi o jogador mais aguardado pela imprensa na saída dos jogadores do Itaquerão. Em uma noite em que o Corinthians goleou o Once Caldas, da Colômbia, por 4 a 0, pela primeira fase da Libertadores, o centroavante e principal atacante da equipe teve de explicar o motivo para ter sido expulso ainda no primeiro tempo. Ele deu uma cotovelada no zagueiro Camilo Pérez. "No vestiário, os outros jogadores me disseram que várias vezes eu havia decidido o jogo para eles. Tinha chegado a vez de correrem por mim. Fiquei muito feliz com o resultado, apesar de tudo", disse o peruano. Suspenso, ele não enfrenta os colombianos em Manizales, na próxima quarta (11). O centroavante ainda não decidiu se vai viajar com o restante da delegação para dar apoio moral. Apesar de confessar ter "esticado o braço para trás e acertado o rosto" do adversário, Guerrero opina não ter merecido o cartão vermelho. "Ele simulou, se jogou no chão. Tanto é verdade que continuou jogando depois", explicou. "A única coisa que eu sei é que os times vêm me provocar, vêm me bater, só fico apanhando, apanhando, e os juízes não fazem nada. Eu também tenho que me proteger, não posso ficar apanhando todas as vezes. E por me proteger deixei a mão para trás e o cara simulou uma falta. Eu fiz apenas como proteção", completou. Dependendo do relatório do juiz argentino Patrício Lostau, Guerrero pode pegar até mais do que uma partida de suspensão e perder a estreia corintiana na fase de grupos, contra o São Paulo, no Itaquerão.

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