Terceira idade invade as clínicas de cirurgia plástica

Envelhecimento da população, aumento do poder aquisitivo e maior preocupação com a aparência levam cada vez mais idosos às clínicas de estética e consultórios médicos

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Técnica tradicional chinesa promete suavizar marcas de expressão e devolver o viço da pele
RODRIGO CLEMENTE
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Quem pensa que apenas os jovens, no auge da idade, estão preocupados com a aparência, se engana. Uma pesquisa recente da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) revelou que idosos estão aderindo às cirurgias plásticas. De acordo com dados da pesquisa, em 2014, quase 10% das pessoas que realizaram cirurgia plástica nos Estados Unidos tinham mais de 65 anos.

A tendência também é observada no Brasil. Segundo o cirurgião plástico Felipe Pacheco, o aumento da procura dos mais velhos por procedimentos estéticos tem relação com as mudanças demográficas pelas quais o país vem passando. “A população está envelhecendo cada vez mais e nossa expectativa de vida é maior que há 10 anos, por exemplo. Assim, cada vez mais pessoas da terceira idade irão recorrer às plásticas”, comenta o especialista. Ele ainda ressalta que o aumento do poder aquisitivo dos idosos também contribui para essa tendência.

Em geral, tanto homens quanto mulheres idosas procuram muito as cirurgias de correções na face, como rejuvenescimento, seja com procedimentos menos invasivos, como toxina botulínica, preenchimento, lifting facial com fios (fio de ouro e silhouete) e tratamento com laser; e procedimentos mais invasivos, como as cirurgias de pálpebra e face. No corpo, os procedimentos mais realizados são as cirurgias de mama (com ou sem prótese), braços e abdômen.

Idade não é documento - Muitas vezes, a vontade de realizar uma cirurgia plástica esbarra em uma dúvida muito comum: existe idade limite para uma plástica? Na verdade, o limite para a realização de procedimentos é a saúde do paciente. “Se o idoso estiver saudável e a cirurgia for compatível com as condições clínicas dele, o cirurgião plástico pode fazer o procedimento sem qualquer impedimento”, comenta o especialista.

Os exames clínicos pré-operatórios são similares aos dos mais jovens, porém mais extensos, com ênfase na avaliação cardiológica e pré-anestésica. “O anestesista precisa ter um cuidado maior, utilizando medicamentos mais leves e com dosagens menores, já que o idoso elimina substâncias de forma mais lenta” alerta Felipe Pacheco.

Na hora da cirurgia, os cirurgiões precisam de um cuidado maior para causarem menos esfoliação possível na pele dos pacientes idosos. O especialista aponta que as técnicas cirúrgicas utilizadas são mais rápidas e cuidadosas, com menor tempo de duração, para não imobilizar por longos períodos o paciente. Já para o pós-operatório, as orientações são as mesmas, levando em consideração sempre o estado de saúde e histórico anterior.

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