Árbitro que marcou pênalti duvidoso na CAN leva gancho de 6 meses

Seechurn Rajindrapasard, das Ilhas Maurício, teria favorido a Guiné Equatorial diante da Tunisia

iG Minas Gerais | AFP |

A Confederação Africana de Futebol (CAF) suspendeu por seis meses o árbitro Seechurn Rajindrapasard, das Ilhas Maurício, que apitou um pênalti polêmico a favor do país-sede Guiné Equatorial contra a Tunísia, nas quartas de final da Copa Africana de Nações (CAN).

Por outro lado, a Confederação pediu para que a Federação Tunisiana (FTF) peça desculpas até o dia 5 de fevereiro pelas "insinuações de parcialidade e de falta de ética contra a CAF e seus oficiais, a não ser que consiga provas irrecusáveis" de uma suposta manipulação de resultado.

Se não fizer este pedido de desculpas, a Tunísia corre risco de ser excluída da próxima edição do torneio, em 2017.

A FTF também foi multada em 50.000 dólares pelo "comportamento insolente, agressivo e inaceitável dos jogadores da seleção tunisiana".

No sábado, em Bata, a seleção tunisiana vencia por 1 a 0 nos acréscimos da etapa final,  Ivan Bolado Palacios 'cavou' um pênalti imaginário que o árbitro mauriciano Rajindraparsad Seechurn acabou marcando.

O atacante Javier Balboa converteu, forçando a prorrogação, e voltou a balançar as redes no tempo extra, dando a classificação ao 'Nzalang' numa cobrança de falta.

Depois da partida, os jogadores tunisianos partiram para cima do juiz, que saiu de campo sob escolta policial.

No dia seguinte, a FTF acusou abertamente a CAF de ter favorecido a Guiné Equatorial em forma de retribuição, por ter aceitado sediar a competição na última hora, depois da desistência do Marrocos por conta de temores em relação à epidemia do vírus Ebola.