Agricultores temem reflexos

No Jaíba, o uso de água é em torno de 15 m³ por segundo durante 15 horas de bombeamento. “A agricultura gasta muito água, mas grande parte volta para o lençol freático

iG Minas Gerais | Joana Suarez |

Por enquanto, a crise hídrica ainda não atinge significativamente os lucros dos produtores do Norte de Minas. Mas, se não chover pelo menos 500 mm até março, a situação vai se agravar – choveu 350 mm dos 1.000 mm previstos para a região até agora. No ano passado, houve racionamentos em alguns projetos de irrigação e foram tomadas medidas de contenção nos investimentos e novos lotes. A expectativa de crescimento de 7% não ocorreu em 2014 e, neste ano, pode haver danos expressivos.

“Esse início de ano, em janeiro, foi muito ruim, em termos de reserva de água, mas a operação ainda está dentro da normalidade”, disse o gerente de executivo do Distrito de Irrigação da Etapa I do Projeto Jaíba, Marcos Medrado. Na Etapa II, o diretor Eduardo Rebelo, informou que também não teve reflexos econômicos, mas “o medo é a estação seca no meio do ano”. No Jaíba, o uso de água é em torno de 15 m³ por segundo durante 15 horas de bombeamento. “A agricultura gasta muito água, mas grande parte volta para o lençol freático. Ainda assim, temos que racionalizar ao máximo o uso da água e melhorar a nossa imagem”, destacou Rebelo. Para o professor da UFMG, Flávio de Figueiredo, o momento hoje é de tristeza, mas serviu como ponto crucial para chamar atenção das pessoas. “É difícil fazer chover, mas a pouca água que temos pode ser utilizada de forma eficiente”, disse.

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