Uma carreira mais ativa em TV e cinema

Enrique Diaz vê perspectiva de mais convites para trabalhar como ator em produções audiovisuais no futuro

iG Minas Gerais | Luciana Romagnolli |

Triângulo. Com Paolla de Oliveira e Maria Fernanda Cândido, em “Felizes para Sempre?”
Globo/Zé Paulo Cardeal
Triângulo. Com Paolla de Oliveira e Maria Fernanda Cândido, em “Felizes para Sempre?”

Enrique Diaz e Fernando Meirelles já haviam trabalhado juntos em “Filhos do Carnaval” (2006), feita pela produtora O2 para a HBO. Na sequência, o diretor de teatro chegou a propor ao cineasta a produção de uma série a partir da trilogia de peças de Daniel McIvor que Diaz levou aos palcos nos últimos anos – um projeto a ser retomado futuramente.

Quando Meirelles o chamou para “Felizes para Sempre?”, foi no papel de outro personagem – ele não revela qual. “Depois, me ligaram com a possibilidade de trocar pelo Cláudio. Tentei insistir em fazer o menor, porque estava combinado que eu faria também a série ‘3 Teresas’ (da GNT)”, lembra Diaz. “Gravei ao mesmo tempo as duas e tive que mudar um pouco o rumo da outra – triste, porque eu gostava muito de ‘3 Teresas’”, diz, referindo-se à morte de Ringo, seu personagem na série.

Com as gravações de “Felizes para Sempre?”encerradas, o ator atendeu a reportagem do por telefone em meio à correria de uma temporada de três semanas de “Cine Monstro” no Rio de Janeiro, onde mora com a atriz Mariana Lima e duas filhas. Após a saída da Cia. dos Atores há pouco mais de dois anos e a boa acolhida da trilogia independente “In on It”, “A Primeira Vista” e “Cine Monstro” (único no qual está em cena), os planos para 2015 ainda não são claros. Magazine

Teatro, cinema ou TV? “Estou meio sem saber”, diz. “Tenho uma proposta para fazer uma novela dirigindo, o que é uma coisa muito cansativa, mas tenho vontade, de certa maneira, para compensar um aprendizado de direção”, comenta o codiretor de “Joia Rara” (2013-2014).

“Por outro lado, tenho uma sensação com essa série de que possa ter propostas de trabalho como ator de cinema e TV, com produções e pessoas bacanas. Diálogos legais de criação fazem muita diferença. Como ator, por ser diretor também, prefiro projetos que o texto e a interlocução com a direção façam sentido”, diz.

A perspectiva de uma carreira mais ativa na TV parece possível a Diaz, embora não lhe apeteça a ideia de escrever um roteiro e batalhar para que seja produzido. “Um convite para TV é bacana pelo trabalho, salário, aprendo coisas ali, sabendo que TV e novela têm uma especificidade de dinâmica. É bastante desgastante, exaure e você tem que continuar trabalhando. Tem um aspecto mecânico que tem seu valor, você vai treinando aquela rapidez e quebra bastante a aura da ‘obra de arte na era da reprodutibilidade técnica’”, diz, citando o ensaísta Walter Benjamin – e rindo.

“Gostaria de chegar a um ponto em que faça trabalhos, seja na TV ou cinema, com mais parte boa e menos ruim, mais calma e participação no projeto”.

Com gosto por “experimentar as coisas”, Diaz está cursando a faculdade de letras desde a época da produção de “Joia Rara”. “Estava completamente me colocando no lugar de aprendiz”, lembra. Para se dedicar mais ao curso este ano, e continuar planando entre a TV e o cinema, ele prefere não se comprometer com nenhum novo projeto de teatro no momento.

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