Ao menos 6.300 militares vão policiar BH durante o Carnaval

Efetivo de 5.300 policiais terá reforço de mil a 3.000 agentes; planejamento será fechado até sexta-feira

iG Minas Gerais | Aline Diniz / Luiza Muzzi |

Promessa. Novo comandante do policiamento garante que, independentemente do número de policiais, vai garantir a segurança nos eventos
ANDRE FOSSATI / O TEMPO
Promessa. Novo comandante do policiamento garante que, independentemente do número de policiais, vai garantir a segurança nos eventos

Pelo menos 6.300 policiais militares devem ir para as ruas de Belo Horizonte cuidar da segurança de 1,5 milhão de foliões que são esperados para este que deve ser o maior Carnaval já realizado na capital. Segundo a Polícia Militar, o efetivo de 5.300 militares do Comando de Policiamento da Capital (CPC) vai receber um reforço de mil a 3.000 policiais, oriundos do Comando de Policiamento Especializado (CPE), Batalhão Metrópole e área administrativa. O efetivo exato e o planejamento detalhado das estratégias de segurança para o feriadão, no entanto, ainda não foram fechados, e só devem ser divulgados às vésperas do Carnaval.  

O anúncio foi feito nesta terça durante a solenidade de troca de comando do CPC. Embora tenha evitado falar em números, o novo comandante de policiamento da capital, coronel Cícero Leonardo da Cunha, garantiu que o policiamento será reforçado e suficiente para atender a cidade.

“Estamos montando o planejamento de acordo com as informações que recebemos da Belotur”, explicou o coronel, sem detalhar quais regiões serão prioritárias no policiamento. “São muitos blocos, e estamos montando um esquema para que todos tenham acompanhamento da PM, de acordo com a expectativa de público de cada um”.

O coronel afirmou que as férias de todos os militares do CPC foram canceladas, para que eles estejam à disposição da operação de Carnaval. Segundo o chefe da Sala de Imprensa da PM, major Gilmar Luciano, o reforço ainda está sendo definido, mas será de no mínimo mil policiais, podendo chegar a 3.000. O número será fechado em reunião na sexta-feira. O do ano passado não foi informado.

“O importante é que, independentemente do número de policiais que tivermos, vamos estabelecer as estratégias necessárias para garantir a segurança do folião”, reforçou o coronel Cícero Cunha, acrescentando que o planejamento exato estará anunciado até “no máximo quarta ou quinta-feira” da próxima semana.

Procurada pela reportagem, a coronel Cláudia Romualdo, que deixou o comando do CPC nesta terça, explicou que a troca de comando não prejudicará as estratégias de segurança da Polícia Militar para o Carnaval, já que todo o planejamento é feito em equipe. De acordo com ela, existe a expectativa de que o cancelamento de Carnavais em cidades do interior do Estado, aliado ao crescimento da festa na capital, resulte em um público maior.

“Os resultados do Carnaval (de 2014) foram muito bons, e queremos que (2015) seja ainda melhor. A tendência é ter mais gente, então a sugestão que dei (ao novo comandante) foi de verificar o apoio de efetivo”, afirmou.

Saiba mais

Guarda. A Guarda Municipal contará com um reforço de 480 guardas do administrativo que se juntarão ao efetivo de 880 profissionais da rua para garantir a segurança dos serviços e do patrimônio público. Além disso, 70 agentes trabalharão em conjunto com BHTrans e Polícia Militar no trânsito.

Bombeiros. Haverá reforço, mas o número não foi divulgado. Segundo o capitão Thiago Miranda, haverá intensificação nas mensagens de prevenção, no atendimento de acidentes e afogamentos e na fiscalização de eventos.

PM. Segundo o coronel Cícero Cunha, os foliões precisam, mesmo com a presença da polícia, tomar cuidados para a própria segurança, observando o ambiente e cuidando de bens como dinheiro e celular. “Carnaval não é local de crime, é de festa. Mas precisamos da colaboração de todos”.

‘Independentes’ são preocupação A grande preocupação em relação ao Carnaval de Belo Horizonte, para o novo comandante de policiamento da capital, coronel Cícero Leonardo da Cunha, está nos blocos que optaram por não comunicar sua saída para a Belotur. “Não tem como trabalharmos com planejamento daquilo que não se sabe. Vamos ter dificuldade de remanejamento. Pelo que tenho conhecimento, parece que foi o que aconteceu em Santa Tereza”, disse, se referindo ao incidente que deixou três baleados no domingo. Um deles, Welligton Silva, 27, segue internado em estado grave.

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