Moradores se mobilizam na web contra possível desativação de hospital

Medo começou a perturbar população depois que prefeitura do município decidiu não renovar contrato com hospital filantrópico São João de Deus

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Moradores de Santa Luzia se mobilizam na internet contra possível desativação de hospital
Divulgação
Moradores de Santa Luzia se mobilizam na internet contra possível desativação de hospital

Moradores de Santa Luzia, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte, encontraram uma forma de se mobilizar contra o possível fechamento do único hospital da cidade. O medo começou a perturbar a população depois que a prefeitura do município decidiu não renovar o contrato com o hospital filantrópico São João de Deus.

Para se posicionar, moradores criaram uma página na internet, onde o internauta clica em um link de ajuda, que automaticamente envia um e-mail para o gabinete do prefeito do município, Carlos Calixto. A frase “NÃO PODEMOS FICAR SEM HOSPITAL” aparece na parte de assunto do e-mail. Até às 22h20 desta terça-feira (3), 4.954 pessoas haviam enviado um e-mail para o gabinete da prefeitura em apoio ao movimento.

Nessa segunda-feira (2), o pronto-atendimento do hospital amanheceu fechado. Paciente foram orientados a procurar a Unidade de Pronto-atendimento (UPA) do bairro São Benedito.

Em nota, a prefeitura a administração explica que irá assumir o serviço de pronto-atendimento. “A prefeitura resolveu não renovar o contrato, assumindo novamente o serviço de atendimento Urgência/emergência, deixando que o hospital atenda suas funções de origem, ou seja, internações, consultas e procedimentos de alta e média complexidade”.

O hospital corre o risco de fechar totalmente as portas. Isso porque de julho a  setembro de 2013 a unidade não realizou atendimento. Para viabilizar a abertura, foi firmado um contrato com o Executivo municipal e a prefeitura passou a dedicar R$ 1,3 milhão mensais para a unidade.

Após os primeiros 120 dias de parceria, a prefeitura teria começado a repassar menos recursos, o que prejudicou o investimento em aparelhos e contratação de profissionais. Passados quatro meses, a unidade começou a receber R$ 900 mil, quando os gastos chegavam a R$ 1,1 milhão.  

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