Após reunião com a prefeitura, agentes da saúde permancem em greve

Categoria afirma que as negociações não avançaram e por isso tomaram a decisão; eles querem receber o piso nacional

iG Minas Gerais | Natália Oliveira |

Agentes da saúde fazem assembleia na praça da Estação e permanecem em greve
Divulgação Sindibel
Agentes da saúde fazem assembleia na praça da Estação e permanecem em greve

Agentes de Combate a Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS) da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) decidiram manter a greve que já dura 28 dias. O grupo se reuniu nesta terça-feira (3) com o executivo e como não chegou a um acordo resolveu manter a para paralisação. Eles também realizaram uma assembleia na praça da Estação.

Os agentes municipais de saúde querem o cumprimento imediato, em âmbito municipal, da Lei Federal 12994/14, que institui o Piso Salarial Nacional da categoria e a obrigatoriedade de Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) das categorias. O piso estabelecido é de R$ 1.014,00 por uma lei sancionada em junho do ano passado. Além da equiparação salarial eles pedem o retroativo ao valor da lei sancionada, bem como a inclusão no PCCS da Saúde. A prefeitura alega que não tem como pagar o valor pedido.

“As negociações não avançaram durante a reunião e por isso a categoria decidiu continuar a greve e fazer uma assembleia na próxima sexta-feira (6). O que acontece é bastante preocupante, os focos de dengue estão voltando a aparecer. Precisamos chega a um acordo”, relata o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel), Israel Arimar.

Por meio da assessoria de imprensa, o executivo informou que, durante a reunião, a prefeitura pediu que os dias de greve fossem repostos até junho deste ano. O município deve encaminhar uma nota ainda nesta terça-feira sobre o seu posicionamento em relação ao assunto.  

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