França prende oito suspeitos de recrutar combatentes para a Síria

Investigadores afirmam que a rede começou a enviar cidadãos franceses ao país árabe em maio de 2013 e que pelo menos um dos recrutados foi morto na guerra civil

iG Minas Gerais | Folhapress |

Perseguição. Cerca de 88 mil homens participavam, na noite de ontem, da busca pelos suspeitos de matar 12 pessoas no atentado à revista satírica “Charlie Hebdo”, em Paris
FRANCOIS LO PRESTI
Perseguição. Cerca de 88 mil homens participavam, na noite de ontem, da busca pelos suspeitos de matar 12 pessoas no atentado à revista satírica “Charlie Hebdo”, em Paris

 A polícia da França prendeu nesta terça-feira (3) nas cidades de Paris e Lyon sete homens e uma mulher suspeitos de fazerem parte de uma rede de recrutamento de combatentes para facções radicais islâmicas na Síria.

Investigadores afirmam que a rede começou a enviar cidadãos franceses ao país árabe em maio de 2013 e que pelo menos um dos recrutados foi morto na guerra civil. Outros recrutados ainda estão nas milícias.

Três dos presos nesta terça (3) estiveram na Síria em dezembro. Os agentes, porém, não sabem a que milícia os supostos membros da rede estariam vinculados e se eles tinham planos de fazer algum atentado em território francês.

Ao anunciar as prisões, o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, também descartou qualquer vínculo dos suspeitos presos com os autores dos ataques ao jornal satírico "Charlie Hebdo", em 7 de janeiro, e a um mercado kosher de Paris no dia 9.

Os atentados, que deixaram ao todo 17 mortos, motivaram uma série de operações da polícia francesa e outras medidas contra o terrorismo nas últimas semanas.

"Quase um mês depois dos atentados que afetaram Paris, esta operação é outra prova da total determinação das forças de segurança, sob a autoridade da justiça, de lutar sem trégua contra o terrorismo", disse Cazeneuve.

O governo local estima que 1.300 cidadãos do país têm ligação com células de recrutamento no Iraque e na Síria, sendo que 400 deles são ou foram combatentes em conflitos nos dois países e 73 morreram nos combates.