Prefeitos da base de Pimentel disputam comando da Granbel

Entidade escolherá entre Carlos Murta (PMDB) e Carlin Moura (PCdoB)

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |

A nova presidência da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Granbel) será eleita hoje e nos próximos dois anos estará alinhada ao governo de Fernando Pimentel (PT). Os dois nomes colocados para disputar o comando da entidade, que tem como atribuição atuar na defesa dos interesses da capital e das 33 cidades do entorno, são do PCdoB e do PMDB, partidos aliados e que participaram da eleição do governador.

De um lado, defendendo a continuidade das ações da Granbel, está o prefeito de Contagem e atual vice-presidente da associação, Carlin Moura (PCdoB). Ele disputa com Carlos Murta, prefeito de Vespasiano, e membro do PMDB.

“Sou representante dos prefeitos. Não quero defender ninguém do PMDB nem os interesses do governo do Estado. A associação é independente”, disse ontem o prefeito de Vespasiano. Segundo ele, caso seja eleito, não quer transformar a Granbel em “um espaço de política partidária”. Pelas regras da entidade, ambos farão os registros das chapas hoje, uma hora antes do início da eleição, marcada para as 10h.

Crise hídrica. A principal bandeira do peemedebista na disputa pelo comando da entidade é promover ações de combate à crise hídrica na região metropolitana, bandeira também liderada por Pimentel nas últimas semanas, desde que a falta de água e o risco de racionamento em Minas se tornaram realidade. “A questão de rio Manso, por exemplo, é muito séria. É preciso olhar a questão hídrica e do saneamento básico”, completa o prefeito.

O mesmo problema é apontado por Carlin Moura, seu adversário, como uma prioridade para este ano na Granbel. Ele, que diz contar com o apoio da atual direção – o presidente é Carlaile Pedrosa (PSDB), de Betim –, promete manter a união dos prefeitos e ajudar a pressionar o governo a apoiar projetos da Granbel. “Vamos priorizar temas como a questão da crise hídrica, com políticas de economia nas cidades”, explica. Na gestão passada, Carlin diz ter conseguido apoio para a criação do consórcio para tratar os resíduos sólidos.

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