Votação teve até boca de urna

iG Minas Gerais |

Brasília. “Dá licença, estou fazendo boca de urna!”, brincava o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na noite de domingo, ao pedir passagem do centro do plenário para a porta das cabines de votação. Em frente às cabines de um a três se aglomeravam deputados em grupos para votar no próximo presidente da Câmara.

Horas antes de ser confirmado como chefe da Casa, Cunha repetiu dezenas de vezes que estava fazendo boca de urna porque ali a “legislação não proibia”. Ao avistá-lo em campanha, a ex-ministra e deputada fluminense Benedita da Silva (PT) brincou: “Aqui não vale!”. “E o senhor não vai votar?”, perguntou a reportagem. “Só depois, por último. Estou fazendo a boca de urna final. Ganhei uns votinhos”, disse Cunha.

Na fila assediada por Cunha, estavam os outros três concorrentes: Júlio Delgado (PSB-MG), Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Chico Alencar (PSOL-RJ).

O único que ignorou o peemedebista – e vice versa – foi o petista. Quando Cunha passou por ele, Chinaglia colocou um celular no ouvido e tirou no minuto seguinte, sem cumprimentar o rival.

Os outros dois entraram na brincadeira: “Isso não é boca de urna! É dentro da urna!”, disse Delgado, para risada geral. Chico Alencar emendou: “Está fazendo boca de urna para diminuir a diferença, né?”.

Dificuldade

Urna. Eduardo Cunha votou na mesma urna e na sequência do ministro do Esporte, George Hilton (PRB-MG). Na cabine, Cunha teve problema com a urna e precisou pedir ajuda a um servidor.

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