Ministro britânico vê riscos na relação da Grécia com a zona do euro

Novo governo grego, eleito há uma semana, pretende promover uma reestruturação da dívida do país que hoje está em cerca de 175% do Produto Interno Bruto (PIB)

iG Minas Gerais | Folhapress |

O ministro de Finanças do Reino Unido, George Osborne, pediu nesta segunda-feira (2) em encontro com o novo ministro grego da Economia, Yanis Varoufakis, que todos os agentes envolvidos em salvar a Grécia "atuem com responsabilidade". O pedido aconteceu durante um encontro dos dois, em Londres, onde o ministro grego cumpre agenda.

Osborne alertou ainda para os impactos que a relação estremecida da Grécia com a zona do euro poderiam causar nos mercados internacionais. "Está claro que os desentendimentos entre a Grécia e a zona do euro são os maiores riscos para a economia mundial", disse Osborne.

O novo governo grego, eleito há uma semana, pretende promover uma reestruturação da dívida do país que hoje está em cerca de 175% do PIB (Produto Interno Bruto). Os sócios da zona do euro, liderados pela Alemanha, se opõem.

O Reino Unido não faz parte da zona do euro, mas da União Europeia. Uma fonte ouvida pela agência France Presse disse que o o governo se mostrou satisfeito. Ainda segundo a fonte, Varoufakis está feliz pelo encontro porque, segundo ele, "ter uma aliado chave como o Reino Unido na União Européia é um grande trunfo".

Após compromissos na capital inglesa, Varoufakis visita Roma nesta terça-feira (3).

Apoio

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, expressou simpatia ao novo governo grego durante uma entrevista à rede CNN. Obama disse que deve haver limites para a pressão de credores sobre Atenas. "Você não pode apertar países que estão no meio da depressão", disse. Este tem sido o principal atrito entre o novo presidente da Grécia Alexis Tsipras e os demais membros do bloco europeu. Ele pede que os países flexibilizem os termos que garantiram ao país acesso aos planos de resgate.

Em outro momento, Obama defendeu a reestruturação da economia para aumentar a competitividade, lembrou dados que apontam a queda de 25% no padrão de vida dos gregos e disse que "é muito difícil iniciar mudanças em um cenário tão difícil" e alertou que, "ao longo do tempo, o sistema político não poderá sustentá-las", referindo-se à população.

Antes de mudar de assunto, Obama finalizou mostrando preocupação com a recuperação da Europa e pediu prudência nas manobras fiscais para reverter a crise. Ele também aconselhou mudanças a curto prazo: "o que aprendemos na experiência dos Estados Unidos é que a melhor maneira de reduzir os déficits e para restabelecer a solidez fiscal é crescer. (...) Quando você tem uma economia que está em uma queda livre, tem que haver uma estratégia de crescimento e não apenas o esforço para espremer mais e mais a partir de uma população que já está sofrendo".

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