Academias de ginástica oferecem aulas para crianças

Ao contrário dos adultos, as aulas para jovens não incluem treino de força

iG Minas Gerais | Courtney Rubin - The New York Times |

Aulas de dança chamam a atenção da garotada
Dina Litovsky/The New York Time
Aulas de dança chamam a atenção da garotada

Na primavera de 2012, quando Catherine Rocco abriu a Exceed Physical Culture, no bairro de Upper East Side, em Nova York, ela queria que a academia, cujas aulas incluíam pular corda, subir num trepa-trepa e usar kettlebells (um tipo de peso com alças), fosse uma espécie de parque infantil para adultos. Mas, nas horas mais calmas do final da tarde, Rocco percebeu que seus treinadores tinham clientes que ela não esperava ver por ali: crianças, algumas bem novas, de 8 anos.

Rocco e o outro proprietário da academia, Ed Cashin, decidiram oferecer aulas para crianças com idades entre 8 e 13 anos (os três filhos de Rocco estão dentro dessa faixa). Rapidamente a frequência das aulas apenas para crianças cresceu para cinco vezes por semana, com uma aula para a família aos sábados.

Ao contrário dos adultos, as crianças não utilizam os kettlebells. Em vez disso, fazem movimentos para o corpo todo, como pular sobre as bosu, bolas fofas cortadas ao meio com um lado chato. E elas ficam um pouco mais animadas do que os mais velhos quando têm que escalar uma corda de 3,5 metros apenas para tocar o sino pregado no topo.

Empresas que trabalham com fitness como a Zumba e a CrossFit recentemente fizeram bons negócios ao focar nas crianças. Agora, os proprietários das academias mais chiques estão capitalizando sobre a soma da diminuição do tempo das aulas de educação física nas escolas com os horários “mortos” das academias, no final da tarde.

Ao contrário das aulas para adultos, as aulas para jovens da academia AKT (que não são focadas na perda de peso) no começo não incluíam treino de força. Mas as meninas de 11 e 12 anos pediram abdominais e agora fazem alguns.

Cristina Cuomo, mãe da garota Bella, explica que gosta dos movimentos que exigem concentração. “É bom que ela aprenda disciplina e foco, especialmente com a quantidade de lição de casa que tem”, diz Cristina sobre sua filha. “No verão, eu assisti as aulas da minha mãe e quis muito fazer também. Agora já tenho onde malhar!”

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave