Jornalista libertado pelo Egito lutará por colegas ainda detidos

O Egito ordenou no domingo a expulsão de Greste, condenado a sete anos de prisão por ter divulgado "informações falsas" e ter apoiado a Irmandade Muçulmana

iG Minas Gerais | AFP |

Juris Greste (L), the father of Australian journalist Peter Greste (pictured below), Peter's brother Andrew Greste (C) and his mother Lois Greste (R) smile after holding a press conference in Brisbane on February 2, 2015 after Cairo deported Peter, the award-winning correspondent for Al-Jazeera English television, on February 1 after more than 400 days in detention on charges of backing the MusliBrotherhood. The family of Australian journalist Peter Greste expressed their joy at his release from an Egyptian jail, but said his two colleagues still in prison would not be forgotten. AFP PHOTO / PATRICK HAMILTON
AFP PHOTO / PATRICK HAMILTON
Juris Greste (L), the father of Australian journalist Peter Greste (pictured below), Peter's brother Andrew Greste (C) and his mother Lois Greste (R) smile after holding a press conference in Brisbane on February 2, 2015 after Cairo deported Peter, the award-winning correspondent for Al-Jazeera English television, on February 1 after more than 400 days in detention on charges of backing the MusliBrotherhood. The family of Australian journalist Peter Greste expressed their joy at his release from an Egyptian jail, but said his two colleagues still in prison would not be forgotten. AFP PHOTO / PATRICK HAMILTON

O jornalista australiano da al Jazeera, Peter Greste, libertado pelo Egito, lutará para que seus dois colegas condenados como ele por apoiar a Irmandade Muçulmana também sejam colocados em liberdade, informou sua família.

Greste, que foi expulso do Egito, viajou para o Chipre junto ao irmão Michael, segundo fontes aeroportuárias.

O Egito ordenou no domingo a expulsão de Greste, condenado a sete anos de prisão por ter divulgado "informações falsas" e ter apoiado a Irmandade Muçulmana do presidente destituído Mohamed Mursi.

Peter Greste foi detido em dezembro de 2013 ao lado do jornalista Mohamed Fadel Fahmy (que tem cidadania egípcia e canadense), ambos acusados de terem instalado, sem autorização, um escritório da emissora no quarto de um hotel.

A emissora Al-Jazeera celebrou a libertação do repórter australiano, mas pediu a libertação dos outros jornalistas detidos no Egito.

"Estamos felizes de que Peter e sua família possam estar reunidos", declarou Mostefa Souag, diretor geral interino da Al-Jazeera Media Network.

"Não estaremos tranquilos até que Baher (Mohamed) e Mohamed (Fahmi) também sejam libertados", completou, em referência aos outros dois jornalistas da emissora que permanecem detidos no Egito.

Após o anúncio de libertação de Greste, o governo canadense anunciou esperar a pronta liberação do jornalista egípcio-canadense Mohamed Fahmy.

O ministro das Relações Exteriores canadense, John Baird, disse estar "muito seguro de que o caso de Fahmy será resolvido rapidamente".

Os dois jornalistas foram detidos em plena crise entre o Egito e o Catar, após a destituição de Mursi em um movimento liderado pelo ex-comandante do exército e atual presidente, Abdel Fatah al-Sissi.

Os dois foram condenados, em junho de 2014, a penas entre sete e dez anos de prisão.

Quando foram detidos em um quarto de hotel transformado em escritório no Cairo, os repórteres não tinham a credencial obrigatória para jornalistas.

No julgamento, o colaborador egípcio da emissora Baher Mohamed foi condenado a 10 anos prisão.

Segundo um decreto recente promulgado por Sissi, os jornalistas estrangeiros condenados no Egito podem ser deportados para cumprir as penas em seus países de origem, mas é improvável que Greste ou Fadel Fahmy sejam julgados.

A detenção dos jornalistas provocou críticas em todo o mundo.