Semana decisiva

iG Minas Gerais |

Nesta semana o país vai pegar fogo. O procurador geral da República, Rodrigo Janot, finalmente vai apresentar a relação dos políticos beneficiados pelo recebimento de propinas e que serão denunciados pela sua delituosa participação na operação Lava Jato. Muita gente vai se incomodar, dada a seriedade com a qual Janot recolheu dados e selecionou procuradores auxiliares para tornar seu trabalho como de difícil desconstrução pelos advogados que frequentemente são contratados para a defesa desse grupo de empreiteiros, velhos conhecidos nas varas criminais, mas nunca efetivamente alcançados pelo braço da Justiça. Muitos têm assento cativo no banco dos réus e de lá sempre saíram graças à postura indulgente de nosso Judiciário. O ir e vir dos processos criminais, a infindável gama de recursos que a legislação processual brasileira permite, os artifícios procrastinatórios que sempre fazem com que o crime se extinga por prescrição ou decadência. Ainda as condenações brandas ou suavizadas pelo regime de progressão penal, que permite ao sentenciado trocar sua pena de reclusão por um conjunto amplo de pequenos afazeres são facilidades que vêm merecendo da equipe de procuradores selecionados para a tarefa de acusação toda sorte de cuidados para que o caso Petrolão não agrave o sentimento de que, no Brasil, o crime compensa. As provas, segundo pessoas ligadas aos empreiteiros e outros empresários hoje detidos na Polícia Federal de Curitiba, pela profundidade e solidez das mesmas, vão revelar muito mais fatos. Outras delações, conforme noticiado pela imprensa nacional, aguardam melhor momento para se apresentarem, o que fará encurtar a tramitação dos processos e sua finalização com êxito na identificação dos culpados. O Brasil está, finalmente, passando a limpo certas questões que envolvem a administração e a destinação de recursos públicos. O caso Petrolão ampliou o que a Justiça inaugurou com o mensalão. Não podemos perder a esperança de que esse empenho da Justiça se renove de forma incansável entre nós. José Resende. O falecimento do ex-deputado, ex-secretário de Segurança Pública de Minas Gerais, ex-presidente do Hospital Felício Rocho, dr. José Rezende de Andrade, ocorrido no último dia 24 de janeiro deixa um vazio considerável nos diversos espaços onde ele atuou, com brilho e dedicação. Com histórica presença em diversas áreas da segurança pública de Minas, José Rezende ficou conhecido pela sua sempre intransigente postura como policial. Reto e decente como servidor público, atuante como deputado e líder na atividade rural, sua lembrança será para os que o conheceram de uma destacada referência.

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