Promessas de campanha não resistem à vida real

Em vez de lançar programas, União e Estados lidam agora com cortes para ajustar contas

iG Minas Gerais |

Se o pênis sai da cavidade e bate do lado de fora, o risco de um trauma é grande
reprodução facebook - 3.10.2014
Se o pênis sai da cavidade e bate do lado de fora, o risco de um trauma é grande

Ripo de Janeiro. Em vez de lançamento de programas e projetos, o aviso de cortes e ajustes. Ao ano de promessas que foi 2014, está se sucedendo um início de um período de restrições, e contradições, para a presidente Dilma Rousseff e por governadores eleitos.

No primeiro mês do novo mandato, a presidente, que não mexeria nos direitos do trabalhador nem que a vaca tossisse, anunciou uma série de restrições no acesso a benefícios previdenciários, como pensão por morte, auxílio-doença e seguro-desemprego

Na política fiscal, em maio de 2014, o então ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou a afirmar: “Tenho visto propostas que me preocupam muito, candidatos falando que vão corrigir tempestivamente as tarifas públicas. Seria um tarifaço”.

No entanto, no último dia 19, o governo anunciou um pacote de maldades: com aumento de impostos para combustíveis e aumento do IOF para crédito ao consumidor. Antes, no dia 15, já havia confirmado a elevação dos juros do financiamento da casa própria.

A oposição entre discurso de campanha e vida real também atingiu os Executivos estaduais. Em São Paulo, o racionamento de água que não existia nas falas do candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSDB) apareceu nas medidas tomadas pelo tucano reeleito para lidar com a crise hídrica.

No Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB) prometeu que investiria cada vez mais na política de segurança, mas um decreto no último dia 26 congelou R$ 1,37 bilhão dos orçamentos das polícias Militar e Civil.

Duas questões afetaram o início dos governos eleitos, analisa a professora de história Política da FGV Marly Motta. Primeiro união e Estados foram submetidos à crise da água. A segunda questão é o ajuste fiscal feito pela União e que agora atinge os governadores, que recebem verba federal pelo Fundo de Participação dos Estados.

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