PM do Rio é achado morto em saco plástico

Seis policiais já foram assassinados em 2015, dois a mais que no mesmo período do ano passado

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Dois homens foram encontrados mortos, com marcas de tiros, na madrugada deste domingo (1º), na zona oeste do Rio. Um deles é o policial militar Diego de Lima Soares, que trabalhava na UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Vila Kennedy.

Até domingo, seis policiais foram mortos no Rio em 2015 -cinco PMs e um policial civil. No mesmo período de 2014, quatro policiais haviam sido mortos no Estado.

O caso acontece em um momento de crise na segurança do Rio. Há poucos dias, o governo do Estado anunciou um corte no orçamento da Secretaria de Segurança Pública de cerca de R$ 1 bilhão. Em 30 dias, foram registrados 33 episódios com vítimas de balas perdidas.

Antes do policial Soares, na sexta (30), o soldado Bruno Guimarães Miguez, 30, lotado na UPP Cidade de Deus, zona oeste da cidade, foi sepultado após ser baleado na cabeça em abordagem a um suspeito na comunidade.

O secretário da Segurança, José Mariano Beltrame, foi ao enterro mas deixou o local após um protesto de parentes do policial.A Delegacia de Homicídios abriu inquérito para apurar as causas da morte do policial Diego Soares e do outro homem caído ao seu lado.

Ambos estavam enrolados em sacos plásticos e, de acordo com a perícia, apresentavam marcas de tiros em diferentes partes do corpo.

No início da madrugada, os corpos do policial e do outro homem foram encontrados no bairro de Santíssimo, junto à avenida Brasil, um dos principais acessos ao centro do Rio. Soares estava em seu horário de folga. O nome da outra vítima não foi revelado.

Os policiais que investigam o caso tentam descobrir se a dupla se conhecia, além de explicar as causas que levaram ao crime.

A UPP na Vila Kennedy foi inaugurada em maio de 2014. A unidade conta com efetivo de 250 policiais para atender a uma população estimada em 41,5 mil habitantes.

A assessoria de imprensa das UPPs não comentou a morte do PM. Informou apenas que o "caso é de responsabilidade da Polícia Civil".

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