Luiz Henrique critica Renan por indicações a cargos no governo

Ele disse esperar que o presidente do Senado reeleito, Renan Calheiros (PMDB-AL), encampe as suas propostas para a reforma política ainda no primeiro semestre

iG Minas Gerais | Folhapress |

O novo presidente da ALMG eleito foi o deputado Adalclever Lopes, do PMDB
Lincon Zarbietti / O Tempo
O novo presidente da ALMG eleito foi o deputado Adalclever Lopes, do PMDB

Após ter perdido a eleição para a presidência do Senado, o senador Luiz Henrique (PMDB-SC), criticou neste domingo (1º) a atuação do senador reeleito Renan Calheiros (PMDB-AL) na relação dele com o governo.

Para Luiz Henrique, Renan precisa ter uma posição de altivez em relação ao governo federal que ele perde quando indica ministros ou dirigentes para estatais.

"O presidente do Congresso tem que ter uma relação altiva com o presidente da República. Agora, quando ele indica ministros, indica diretores para estatais, ele perde essa autoridade, ele perde essa altivez", disse.

"No tempo em que eu fui presidente do partido, os cargos de ministros foram indicados pelo partido. Ele é presidente do Congresso Nacional que eventualmente é do PMDB. Essa prática, eu deixei claro, que tem que mudar", completou.

Luiz Henrique deixou o plenário do Senado antes mesmo do discurso feito por Renan Calheiros de agradecimento aos senadores. Segundo ele, o resultado o surpreendeu. Renan venceu o pleito com 49 votos a seu favor. Luiz Henrique obteve 31 votos.

"Surpreendeu até porque contávamos com o voto de senadores que somavam até 46 votos", disse. Ele, no entanto, não quis fazer um diagnóstico do que aconteceu para que tivesse menos votos do que o contabilizado por sua campanha.

Seus apoiadores colocam a conta no PT. Para eles, o apoio do governo foi decisivo para que houvesse "traições". Questionado se sentia-se traído, Luiz Henrique minimizou. "Prefiro virar essa página. Eu jogo sempre para frente", disse.

Ele disse esperar que o presidente do Senado reeleito, Renan Calheiros (PMDB-AL), encampe as suas propostas para a reforma política ainda no primeiro semestre.

"Vamos empurrar nosso partido para essas mudanças. O partido tem que se comprometer com essas mudanças e já. O PMDB é o maior partido do país e ele tem que ser o condutor dessa reforma", disse.

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