Remoções remetem ao século passado

De acordo a diretora de obras da Urbel, Patrícia Batista, a visão de erradicar favelas não existe mais

iG Minas Gerais | Bárbara Ferreira |

Com a criação da capital mineira, que foi planejada e construída por trabalhadores contratados, houve o surgimento das chamadas “cafuas” – que podem ser consideradas as primeiras favelas da cidade. Nos anos 20, a política voltada para esse público era restrita apenas à remoção. Somente na década de 70 é que planos para regularização de favelas começaram a ser pensados.  

Depois de mais de 40 anos, mesmo com a criação de novos modelos, fica a dúvida sobre os avanços na política de gentrificação (fenômeno em que as alterações em um local afetam a população de baixa renda), que para a arquiteta Natasha Rena, professora da UFMG, ainda é muito presente. “O dinheiro que seria para pequenas vias acaba em uma grande via. Isso expulsa moradores. Quando se remove muita gente para fazer isso, aos poucos essa região vai sendo comprada pelas construtoras”, afirma.

De acordo a diretora de obras da Urbel, Patrícia Batista, a visão de erradicar favelas não existe mais. “Atualmente cerca de 20% da população da cidade vive em favelas, e elas têm que ser incorporadas ao espaço urbano. Não temos como abrir mão de 20% do estoque de moradias da cidade”. 

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