Roberto Simões

Presidente do Sistema Faemg

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

O que preocupa a Faemg?

Minas Gerais vem perdendo a chamada “guerra fiscal” porque nós consideramos que temos condições melhores para os investidores e o Estado não quis aderir a benesses que os outros Estados concedem. A conclusão é que nós perdemos investidores, e muitos não vêm para cá porque vão para outros lugares que fornecem mais incentivos. Isso precisa ser regulado. Qual é a expectativa da entidade em relação ao governo Fernando Pimentel?

Estamos aguardando, e, segundo nos foi dito na campanha, o vice-governador Antônio Andrade (produtor e ex-ministro da Agricultura) ajudaria na coordenação da política agrícola do Estado. Vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), você acompanha a trajetória de Kátia Abreu há um bom tempo. O que esperar dela à frente do Ministério da Agricultura?

Nós (da CNA) já tivemos a primeira reunião com ela, que está extremamente otimista. Fomos o primeiro setor que ela recebeu. Agora, a ministra está recebendo os outros setores e dando as impressões dela. A Kátia está otimista e acha que teremos um período positivo de crescimento. Esperamos que seja verdade, porque promessas existem muitas, mas, quando chega à hora da execução, vêm os cortes de orçamento. Mas, desta vez, ela está garantindo que teremos um período importante. A sucessão no trabalho rural tem preocupado bastante a Faemg?

Um ponto recente da nossa atividade é trabalhar com jovens e mulheres. Pensando nesse fenômeno que acontece – e que não é só no Brasil – que é a sucessão na agricultura. Muitos acham que o campo tem uma vida muito dura, e as pessoas vão abandonando e migram para a cidade. E as mulheres estão entrando para o negócio. Nos sindicatos rurais mineiros já temos 230 mulheres nas diretorias. Presidentes de sindicatos já são 15 mulheres.

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