Consumidor vai pagar a conta com preços em dobro

Salvato pondera que outros fatores influenciam a formação do preço ao consumidor final. “A demanda também influencia a definição do preço

iG Minas Gerais | ludmila pizarro |

A redução na produção de alimentos no campo já é percebida no bolso do consumidor. Uma queda de 50% na quantidade de hortaliças, como a descrita pelos agricultores da região metropolitana de Belo Horizonte, pode fazer com que os “preços dobrem”, segundo o coordenador do curso de economia do Ibmec, Márcio Antônio Salvato. “A queda brusca da produção, em produtos sem substitutos fáceis, pode fazer o preço disparar”, alerta.

Salvato pondera que outros fatores influenciam a formação do preço ao consumidor final. “A demanda também influencia a definição do preço. Se a procura não for muito alta, pode ser que o preço não se altere tanto. O produtor tem que negociar com os grandes atacadistas, mas, com a crise hídrica, chegarão aos compradores produtos em menor quantidade e pior qualidade”, avalia.

O professor do Ibmec lembra que o aumento de preços na alimentação causa uma reação em cadeia. “Subirão os preços dos alimentos industrializados, da alimentação feita dentro e fora de casa”, afirma.

Para Márcio Salvato, os preços mais altos da alimentação podem se somar a outros “vilões” – como as “mensalidades escolares e a demanda turística no início do ano” – e influenciar a inflação de janeiro. “Com isso, o Banco Central terá que adotar uma política restritiva, e deve vir aumento de juros”, diz. 

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