Catadora que devolveu dinheiro está desaparecida

Ana encontrou R$ 250 mil em cheques dentro de agenda

iG Minas Gerais | Litza Mattos |

Dinheiro. 
A catadora foi chamada para entrevista em hospital
Portal EPTV Ribeirao
Dinheiro. A catadora foi chamada para entrevista em hospital

Depois de devolver ao Hospital do Câncer de Barretos R$ 250 mil em cheques encontrados no lixo, a catadora de materiais recicláveis Ana Maurícia dos Santos Cruz, 23, faltou a entrevista de emprego marcada para esta sexta, no hospital, e também não apareceu para trabalhar na cooperativa da qual fazia parte.

De acordo com a nota enviada por sua assessoria de imprensa, o hospital do interior paulista informou que agendou o processo seletivo, pois “tem a intenção de ter uma colaboradora com o grau de desprendimento de Ana Maurícia trabalhando em um dos postos disponíveis da instituição”, mas que por três dias tentou contato com a catadora, sem sucesso.

“A instituição também enviou um portador com carta convidando-a para estar na presente na data (30 de janeiro de 2015), igualmente sem resposta, porém, com protocolo assinado por sua irmã, dando conta do interesse do hospital em tê-la nos quadros da fundação”, informou a nota.

Em entrevista a O TEMPO, na última quarta-feira, a catadora também havia manifestado a vontade de fazer parte da instituição. “Ficaram de me ligar. Se eles me chamarem, vou aceitar trabalhar lá”, disse.

Ana Maurícia contou que estava trabalhando como catadora havia quatro meses, após ter seu currículo negado em várias empresas e trabalhar como garçonete, babá e faxineira. Ela mora com os pais e é a única responsável pelo sustento da família e do filho de 3 anos. “Trabalho das 8h até as 19h. É cansativo, porque não é só separar caixas, às vezes temos que pegar barras de ferro e arrastar PET e papelão”, conta.

Até o fechamento desta edição, a reportagem tentou contato com Ana Maurícia, mas seu telefone estava desligado.

Relembre o caso

Surpresa: Ana Maurícia dos Santos, 23, encontrou R$ 250 mil em cheques dentro de uma agenda.

Diferença: Valor é 260 vezes maior do que os R$ 960 mensais que ela recebia de uma cooperativa.

Origem: Dinheiro vinha de leilões – carro-chefe da captação de recursos da instituição.

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