Polícia Militar veta "pau de selfie" nos estádios de Minas

Torcedores não poderão entrar nas arenas portando o acessório

iG Minas Gerais | Lohanna Lima |

Acessório também é tendência entre os jogadores de futebol
Reprodução/Instagram Vinnicius Silva
Acessório também é tendência entre os jogadores de futebol

Nova moda entre os amantes da fotografia e das redes sociais, o “pau de selfie” será artefato proibido nos estádios de Minas Gerais. Baseada no artigo 13 A do Estatuto do torcedor, que determina as condições para a entrada e permanência dos torcedores nos estádios, a Polícia Militar avaliou que o acessório pode provocar atos de violência. Em entrevista ao SuperFC, nesta sexta-feira, o comandante do Batalhão de Eventos da PM, coronel Ricardo Machado, informou que se posicionará junto às administradores sobre a proibição até a próxima segunda.

“Vamos proibir o acesso de pessoas com esse instrumento nos campos. Nós fizemos uma análise e podemos compará-lo ao guarda-chuva, por exemplo, em que os possíveis danos seriam os mesmos. A Polícia Militar vai se posicionar juntamente com as administradoras dos estádios – BWA, responsável pelo Independência, e Minas Arena, gestora do Mineirão. O ofício deve ser entregue no fim da tarde de hoje (sexta) ou, no mais tardar, na segunda-feira”, explicou.

A Federação Mineira de Futebol, por meio de sua assessoria de comunicação, disse que foi comunicada informalmente sobre a medida e que aguarda o documento oficial para repassar à imprensa a fim de que os torcedores tenham consciência de que não poderão utilizar o acessório.

Administradora do Independência, a BWA informou que também aguarda o ofício, e que cumprirá a determinação da Polícia Militar. Já a Minas Arena não foi encontrada pela reportagem para comentar a determinação.

O acessório já havia sido proibido nos estádios dos estados da Bahia e do Ceará e, recentemente, foi vetado em Manaus, durante a realização do torneio de Verão. Outros estados brasileiros também já estudam a proibição.

Na Inglaterra, o Tottenham foi o primeiro clube a banir o artefato após reclamações de um grupo de torcedores. Além da segurança, uma das justificativas para a proibição do assessório nos jogos da equipe seria a “irritação” que o acessório causa ao atrapalhar a visão de outras pessoas na arquibancada. 

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