Na volta do Congresso, oposição irá tentar instalar quatro CPIs

Além da nova CPI para tratar do escândalo da Petrobras, PSDB, DEM e PPS querem instalar comissões para investigar o setor elétrico, os fundos de pensão e os financiamentos do BNDES

iG Minas Gerais | Folhapress |

Brazil's President Dilma Rousseff, presidential candidate for re-election of the Workers Party (PT),  during a press conference in a hotel in Brasilia, Brazil, Sunday, Oct. 26, 2014. Official results showed Sunday that President Rousseff defeated candidate Neves and was re-elected as Brazil's president. (AP Photo/Felipe Dana)
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Brazil's President Dilma Rousseff, presidential candidate for re-election of the Workers Party (PT), during a press conference in a hotel in Brasilia, Brazil, Sunday, Oct. 26, 2014. Official results showed Sunday that President Rousseff defeated candidate Neves and was re-elected as Brazil's president. (AP Photo/Felipe Dana)

A oposição decidiu que vai recolher assinaturas a partir da próxima semana, quando o Congresso volta das férias, para tentar criar quatro CPIs contra o governo Dilma Rousseff.

Além da nova CPI para tratar do escândalo da Petrobras, PSDB, DEM e PPS querem instalar comissões para investigar o setor elétrico, os fundos de pensão e os financiamentos do BNDES. A linha de atuação foi definida em reunião nesta quinta-feira (29) entre os líderes das bancadas de deputados federais do PSDB, Antonio Imbassahy (BA), e do DEM, Mendonça Filho (PE).

Para que uma CPI seja instalada são necessárias as assinaturas de pelo menos 171 dos 513 deputados. Além disso, o presidente da Câmara pode barrar seu funcionamento caso avalie não haver o chamado "fato determinado" que justifique a investigação.

Como tem maioria no Congresso, o governo Dilma pode conseguir evitar essas novas CPIs, mas terá que contornar rebeliões em sua própria base, entre elas a do PMDB, que já declarou que apoiará a nova CPI da Petrobras.

De acordo com Imbassahy, a justificativa para a CPI do setor elétrico são os apagões e a política para a definição das tarifas de energia. "Dilma foi a principal gestora do setor nos últimos anos", afirmou, lembrando que a presidente foi ministra de Minas e Energia no início do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).

Sobre o BNDES, a oposição mira empréstimos feitos, entre outros, a grandes financiadores políticos, principalmente o grupo JBS, campeão em doações a candidatos nas últimas eleições. A oposição também acusa o governo de usar os fundos de pensão das estatais para fins político-partidários.

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