‘Seria incoerente Aécio não nos apoiar’, diz Délio

iG Minas Gerais |

Vice-prefeito de Belo Horizonte e candidato declarado ao comando do Executivo municipal nas eleições de 2016, Délio Malheiros (PV) já começa a cobrar a fatura dos apoios dados ao PSDB nos últimos anos. Depois de subir ao palanque de todos os aliados do senador Aécio Neves e do ex-governador Antonio Anastasia, ele agora quer a retribuição. Até pelo fato de saber que, em lados distintos, não possui chance alguma de tornar realidade um desejo antigo.

“Meu sonho é ser prefeito, nunca escondi isso. Mas a prioridade é sempre a gestão da Prefeitura de Belo Horizonte”, afirmou Délio Malheiros, que, na última disputa, em 2012, abriu mão da candidatura no meio da campanha para apoiar Marcio Lacerda. Na época, a participação do senador Aécio Neves na costura que garantiu o apoio ao socialista foi apontada como decisiva. Agora, Délio cobra reciprocidade.

“Eu estou fazendo a minha parte. Eu já fiz minha parte. A gente apoiou o Aécio, apoiou Antonio Anastasia, apoiou o Pimenta da Veiga. Então, seria muito incoerente o Aécio não nos apoiar agora”, pressiona, sem, no entanto, reconhecer que garantia não há. “Política tem sua dinâmica própria”, admite.

Délio Malheiros não apenas conta com o apoio do PSDB como afirma não ver como prosperar sua candidatura sem os padrinhos de peso. “Se o PSDB confirmar essa conversa toda de lançar um candidato deles é outra história. Não temos como competir contra Aécio e Anastasia”, reconhece.

O PV já deixou claro que acha necessário ter candidato e que não pretende abrir mão da ideia. Nas discussões internas do partido, a questão é que a legenda nunca crescerá em Belo Horizonte se não tentar dar voos mais altos.

Na luta por fazer uma candidatura competitiva, Délio aposta ainda na união da federação partidária que sua legenda forma com PPS, PSB e SD. E ele aposta que a Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, após ser fundada, integrará o grupo. “Essa força pode se unir para 2016. É nossa atual batalha”, afirma. Precisa ver se Marcio Lacerda concorda.

Silêncio total Na reunião do colégio de líderes na Câmara nesta quarta, que acabou decretando o fim da verba indenizatória como é atualmente, todos os 17 (dos 19 líderes) que estavam presentes pediram a palavra para apoiar a decisão pela licitação ampla. “Mesmo quem era contra não teve coragem de falar isso alto”, disse um parlamentar. Um deles levou a edição de O TEMPO daquele dia em que, no Aparte, o ex-presidente da Casa Léo Burguês (PTdoB) dizia que era o pai da proposta de moralização da verba e que chegou a ser ameaçado de morte por propor a mudança. “Estão vendo? Parece que somos bandidos para a população. O Léo está dizendo que ameaçamos de morte”, disse um dos presentes durante reunião, acirrando a briga entre a maioria dos vereadores e Burguês.

Conversa com Glênio Futuro comandante da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Glênio Martins iniciou nesta quinta no auditório do Incra um encontro para discutir as questões agrárias do Estado. De perfil técnico e ocupando atualmente a função de subsecretário de Agricultura Familiar e Regularização Fundiária, Martins vai aos poucos assumindo os trabalhos até que a nomeação seja homologada. A equipe terá inúmeros desafios, entre eles o de reerguer a agricultura familiar. As reuniões continuam nesta sexta, e representantes de MST, Cáritas, Federação dos Trabalhadores Rurais, das Comunidades Quilombolas, Consea, além de outras 11 instituições ligadas ao tema, foram convidadas. Eles querem produzir uma carta de compromisso para ser entregue ao governador Fernando Pimentel.  

FOTO: JOÃOFAGUNDES/WEB REPÓRTER Cidade Administrativa

Com pressa. Poucos antes das 16h da última quarta-feira, dezenas de funcionários aguardavam para registrar a saída na Cidade Administrativa. Com a chegada da nova gestão e o compasso de espera por medidas mais amplas, enquanto a real situação ainda é avaliada, servidores ainda estão subaproveitados em diversos setores. Em algumas secretarias, sobretudo naquelas em que os titulares ainda não assumiram seus cargos, há ociosidade, de acordo com relatos feitos à coluna.

144 ITENS estão na pauta da primeira sessão do CNJ no ano; entre eles, há casos de sindicâncias, reclamações disciplinares, propostas de atos normativos e petições

Políticos no banco dos réus. De acordo com balanço do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2014, o Plenário e as turmas da Corte proferiram 67 decisões em ações penais e 77 em inquéritos. Os casos são de competência exclusiva quando o acusado ocupa alguns cargos públicos, como deputado federal e senador, por exemplo.

Futuro do ex-ministro Bombardeado na reta final de seu período no Ministério da Fazenda, sobretudo por conta do descontrole nas contas públicas, Guido Mantega não voltará a dar aulas na Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), como foi aventado na ocasião de sua saída do governo. Mais que isso, permanece com imagem privilegiada perante a presidente Dilma Rousseff. Tanto é assim que especula-se que seu destino possa ser o conselho do banco criado recentemente pelos Brics, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, nações apontadas como “em desenvolvimento”.

Água e luz O senador Aécio Neves (PSDB) participa nesta sexta de uma reunião com a bancada do partido para discutir a questão energética no país e os desdobramentos do escândalo da Petrobras. Aécio e o líder do partido no Senado, Aloysio Nunes, receberão o economista e especialista no setor elétrico Adriano Pires e o historiador e sociólogo Marco Antonio Villa, que falará sobre a conjuntura política nacional. O encontro deve servir para munir de dados parlamentares tucanos e também para unificar o discurso do PSDB contra o governo federal tanto na Câmara como no Senado.

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