Entre fantasia, risos e muitas músicas

Adaptação de peça da Broadway, filme entrelaça clássicos dos irmãos Grimm flertando com temas mais adultos

iG Minas Gerais | Vinícius Lacerda |

James Corden e Maryl Streep contracenam no longa indicado a três Oscars
Disney / Peter Mountain
James Corden e Maryl Streep contracenam no longa indicado a três Oscars

Embora “Caminhos da Floresta” seja um musical e misture histórias de conta de fadas, ele não é um filme infantil. Bem, pelo menos não exclusivamente, como pode parecer num primeiro momento. Adaptado do clássico da Broadway de mesmo nome, o longa dirigido por Rob Marshall (“Chigago” e “Memórias de Uma Gueixa”) divide-se em cenas sombrias e engraçadas, na mesma proporção.

Nesta narrativa, as histórias de Chapeuzinho Vermelho, Cinderela, Rapunzel e João (do pé de feijão) se cruzam por causa de um padeiro (James Corden) e de sua mulher, que devem reaver alguns itens para que a bruxa desfaça o feitiço que impede que o casal tenha um filho.

Para quem ainda não conhece pormenores da montagem teatral, que estreou em 1987 nos Estados Unidos, a ideia de ver personagens emblemáticos convivendo é, por si só, uma atração. Mas a trama vai além e cruza também assuntos mais adultos, como infidelidade e vingança.

Nem mesmo essas novidades, no entanto, são suficientes para agradar àqueles que não são fãs de musicais. Desde o primeiro momento do filme, canções “a la Broadway” entram em cena. Um dos destaques nesse quesito é a encenação de Anna Kendrick, que interpreta Cinderela, em “On the Steps of the Palace”.

Apesar de Anna estar sendo evidenciada por sua performance, é Emily Blunt, como a mulher do padeiro, que se mostra mais à vontade no filme. Além de apresentar segurança nas apresentações musicais, ela garante o tom certo de emoção para uma das principais cenas da trama.

Sem surpresas, porém, está Meryl Streep no papel da bruxa. Ela ganha merecidamente a maior parte holofotes por continuar entregando o nível de brilhantismo usual a cada personagem e, dessa forma, aumenta consideravelmente a qualidade geral do longa. Mais uma vez, ela é a luz que engrandece um musical – vide “Mamma Mia”.

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