Órgãos públicos do Estado ainda avaliam como cortar 30%

Campanha educativa e vazão de torneira estão em estudos

iG Minas Gerais | Ana Paula Pedrosa |

Acesa. 
Cidade Administrativa estava parcialmente iluminada na última segunda fora do expediente
Lincon Zarbietti / O Tempo
Acesa. Cidade Administrativa estava parcialmente iluminada na última segunda fora do expediente

Alcançar a economia de água para evitar o racionamento de energia será difícil até mesmo para os órgãos públicos. De acordo com a Copasa, será preciso gastar 30% a menos nos próximos três ou quatro meses para que não falte água na região metropolitana de Belo Horizonte, mas a empresa não explica como fará essa redução em sua própria sede.

Na última terça-feira, O TEMPO perguntou à Copasa quais as medidas que já foram ou serão adotadas para cumprir a meta de economia que estabeleceu para a população mas, até a noite desta quinta, a empresa não havia respondido.

Já a Cemig listou uma série de ações que vem adotando desde 2010, como instalação de válvulas de descargas mais econômicas e de arejadores, que reduzem o consumo das torneiras. De acordo com a estatal, o conjunto de ações, que envolve também campanha educativa, já resultou em economia de 18%. A meta de economia, porém, se refere ao consumo atual, independentemente de ações passadas que já tenham resultado em gasto menor. De acordo com a Cemig, conseguir mais esse corte em seu consumo “dependeria da tomada de atitudes radicais” que ainda estão sendo discutidas e avaliadas. Entre as opções, estão redução do tempo de funcionamento do ar condicionado, desligamento do ar condicionado e instalação de temporizadores em chuveiros de banho de empregados. Na Cidade Administrativa, sede do governo de Minas, a vazão das torneiras será reduzida de quatro segundos para três segundos, o que deve reduzir em 70 ml o gasto em cada acionamento. A Secretaria de Estado de Planejamento (Seplag) informou também que já lançou uma campanha de conscientização entre os servidores, que inclui display de telefone, cartazes e e-mail-marketing com dicas para economizar água, e vai treinar mil brigadistas de incêndio para que repliquem as informações. A Seplag diz que essas medidas irão garantir os 30% de economia. O órgão informa ainda que a Cidade Administrativa “já conta com um sistema eficiente de uso dos recursos hídricos”, que inclui, por exemplo, descargas a vácuo que economizam 80% de água, irrigação dos jardins feita com água captada dos lagos e válvulas de fechamento automático nas torneiras dos banheiros. 

Medidas Campanha educativa entre os servidores já lançada e redução de 25% no tempo das torneiras do banheiro serão as principais medidas adotadas na Cidade Administrativa. Reduzir o tempo ou desligar o ar-condicionado e instalar temporizador no chuveiro do banho dos funcionários são medidas em estudo na Cemig.

São Pedro Igreja. Sem ajuda de São Pedro, fiéis da igreja evangélica Comunidade Cristã Salvando Vidas, em SP, instalaram uma piscina para colher água da chuva a ser usadas na limpeza do templo e nos batismos.

Causa do apagão Furnas. Segundo a ONS, um banco de capacitores que estava desligado em uma linha de transmissão de Furnas e acabou causando o apagão no Sudeste na semana passada. O equipamento estragou em outubro de 2014.

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