Movimento Passe Livre faz sexta manifestação contra aumento da tarifa

Manifestantes concentraram-se no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na avenida Paulista, de onde saíram em passeata às 18h20 com destino à casa do prefeito, na região da Paulista

iG Minas Gerais | Agência Brasil |

O Movimento Passe Livre (MPL) começou, no final da tarde de quinta-feira (29), a sexta manifestação contra o aumento da tarifa do transporte público (trem, metrô e ônibus) em São Paulo. O aumento, de R$ 3 para R$ 3,50, entrou em vigor no último dia 6. “Agora é de 3 para baixo” é a frase estampada nas faixas do movimento, que pressiona prefeitura e estado a adotarem o transporte coletivo gratuito para todas as pessoas.

“O prefeito [Fernando] Haddad e o governador [Geraldo] Alckmin decretaram mais um aumento das tarifas. Deslocar-se pela cidade, algo pelo qual não deveríamos ter que pagar nada, passa a custar R$ 3,50 – e para quem pega metrô e ônibus, vai para R$ 5,45. Nas linhas da Emtu [Empresa Metropolitana de Transporte Urbano], o aumento de 16% leva a tarifas estratosféricas”, informa, em nota, o MPL.

Os manifestantes concentraram-se no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, de onde saíram em passeata às 18h20 com destino à casa do prefeito, na região da Paulista. Depois, a marcha segue para a Avenida 23 de Maio e se encerrará perto da Assembleia Legislativa.

Antes de começar o protesto, o MPL fez uma assembleia para decidir o trajeto.

A Polícia Militar (PM) não permitiu, nas manifestações anteriores, que a marcha passasse pela Avenida Paulista por causa da construção de uma ciclovia no local. Segundo a PM, os tapumes, pedras e demais materiais utilizados na obra podem representar risco em um eventual conflito. A polícia estimou em cerca de mil o número de manifestantes. O MPL calculou 5 mil.

A última manifestação do MPL, na terça-feira (27), terminou de forma pacífica. No entanto, após a dispersão do ato, bombas de gás lacrimogêneo foram lançadas pela PM dentro da Estação Faria Lima do metrô. Passageiros, inclusive crianças, foram atingidos e precisaram ser atendidos pelo serviço médico do metrô. Na correria, vidraças foram quebradas. A polícia alegou que havia pessoas com a intenção de pular a catraca  impedindo a passagem de outros passageiros. A ação da polícia interditou a estação por quase uma hora.

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