Camponesa-Minas enfrenta Rexona para desbancar todas as favoritas

Time de Belo Horizonte chega de cinco vitórias seguidas, quatro delas contra equipes que estão na parte de cima da tabela

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

ESPORTES - BELO HORIZONTE MG - BRASIL - 27.1.2015 - SUPERLIGA FEMININA DE VOLEI - MINAS X SESI na Arena Minas em Belo Horizonte MG.
Foto: Douglas Magno / O Tempo
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ESPORTES - BELO HORIZONTE MG - BRASIL - 27.1.2015 - SUPERLIGA FEMININA DE VOLEI - MINAS X SESI na Arena Minas em Belo Horizonte MG. Foto: Douglas Magno / O Tempo

Não foram apenas cinco vitórias seguidas. Foram triunfos diante de quatro equipes que estão na parte de cima da tabela da Superliga feminina, algumas delas candidatas ao título desde o início da competição. Com paciência e perseverança, o Camponesa-Minas passou por São Cristóvão Saúde-São Caetano-SP, Dentil-Praia Clube, Pinheiros-SP, Molico-Nestlé-SP e Sesi-SP. Agora, o time já briga diretamente pela quarta posição na tabela, estando em sexto lugar, mas próximo do G-4. Apenas o São Caetano está atrás do Minas na Superliga, mostrando a força do elenco que se superou para vencer oponentes de qualidade. A diferença para o G-4 atingiu a marca de quatro pontos.

Para fechar a sequência com chave de ouro, uma vitória contra o líder Rexona-Ades-RJ, único invicto do torneio, será buscada nesta sexta-feira, às 19h, no Rio de Janeiro. O time de Bernardinho está isolado na ponta da tabela e certamente dará trabalho para as jogadoras minastenistas.

"Vencemos adversários que nos causaram muitas dificuldades. O grupo está crescendo e merece tudo isso. Mas a vitória contra o Sesi-SP passou, ela não serve mais. Não estamos deslumbradas, pelo contrário. Temos o pé no chão para buscar mais uma vitória", analisa a central Walewska, que sente que o Minas atingiu um novo patamar na competição. "Os times, agora, estão olhando para a gente com outros olhos. Estamos jogando a responsabilidade para o outro lado, vamos jogar de novo sem peso ou pressão por vitória", comenta.

A central Carol Gattaz também valoriza os últimos resultados, que mostraram que sua equipe pode sonhar alto. "Estas vitórias deixaram clara a nossa capacidade e condição de jogar de igual para igual contra qualquer time. Estamos mais entrosadas e crescendo depois de um momento difícil", lembra a meio-de-rede.

Volta por cima. Nos cinco primeiros jogos da Superliga feminina, o Minas, ainda sem a ponta Jaqueline, não conseguiu vencer nenhum dos adversários. Mesmo jogando contra equipes fortes, que foram vencidas na sequência recente, o desempenho ficou abaixo do esperado.

"Cada hora entrava uma jogadora, mas sempre acreditamos no nosso trabalho. Não foi fácil, mas tivemos paciência para crescer e nos preparar", mostra Walewska.

Gattaz comemora a nova fase e espera que ela seja mantida nas próximas rodadas. "Estávamos desentrosadas, mas agora a situação é outra", completa.