RDC anuncia ofensiva contra rebeldes ruandeses

Os rebeldes das FDLR tinham até 2 de janeiro para entregar as armas e render-se, um ultimato imposto pela ONU e líderes africanos

iG Minas Gerais | AFP |

O exército da República Democrática do Congo (RDC) anunciou nesta quinta-feira o início de uma ofensiva terrestre contra rebeldes hutus ruandeses no leste da RDC, sem a colaboração das Nações Unidas como o planejado.

"Lançamos hoje novas operações contra as FDLR", declarou o general Didier Etumba em Beni, no norte da província de Kivu do Norte, referindo-se aos rebeldes das Forças Democráticas de Libertação de Ruanda.

"É uma operação das FARDC," as forças armadas da República Democrática do Congo, disse Etumba.

"Esta não é uma operação conjunta entre as FARDC e a MONUSCO. As FARDC planejou tudo", confirmou o general brasileiro Carlos Alberto dos Santos, comandante da MONUSCO, a missão da ONU na RDC.

Os rebeldes das FDLR tinham até 2 de janeiro para entregar as armas e render-se, um ultimato imposto pela ONU e líderes africanos.

Depois da expiração deste ultimato sem resposta das FDLR, a ONU esperava que o presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, autorizasse um plano conjunto para lançar uma operação militar no leste do país e expulsar os rebeldes ruandeses.

No entanto, de acordo com uma fonte militar, o presidente não assinou a ordem de atacar conforme este plano.

Vários líderes das FDLR são acusados de envolvimento no genocídio de 1994 contra os tutsis em Ruanda. Hoje estima-se que cerca de 1.500 combatentes estejam escondidos nas montanhas do leste do Congo, na fronteira entre Ruanda e Burundi.

A missão da ONU no Congo, presente desde 1999, é uma das mais importantes do mundo, com mais de 25.600 funcionários, 21.200 soldados, observadores, militares e policiais, e mais de 4.000 civis.

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