Desnutrição ameaça de morte 38.000 crianças na Somália

Mais de 731.000 pessoas, entre elas 203.000 crianças gravemente desnutridas, sofrem uma grave insegurança alimentar, de acordo com o relatório

iG Minas Gerais | AFP |

Sociólogo suíço Jean Ziegler, ex-relator da ONU para o direito à alimentação, qualifica a fome no mundo de
AGÊNCIA FRANCE-PRESSE
Sociólogo suíço Jean Ziegler, ex-relator da ONU para o direito à alimentação, qualifica a fome no mundo de "crime contra a Humanidade" e critica desenvolvimento de biocombustíveis e especulação com preços de alimentos

Mais de 38.000 crianças somalis correm o risco de morrer de fome, apesar de uma melhoria na situação nutricional no país, indicaram nesta quinta-feira especialistas das Nações Unidas em Nairóbi.

A Somália é um país africano devastado pela guerra e que há três anos sofreu com uma violenta seca.

Mais de 731.000 pessoas, entre elas 203.000 crianças gravemente desnutridas, sofrem uma grave insegurança alimentar, de acordo com o relatório conjunto publicado pela Unidade de Análises da Segurança Alimentar e Nutrição (FSNAU) e a Rede de Sistemas de Alerta Tempranac contra a Fome (FEWS NET), organismo financiado pelos Estados Unidos.

"Calcula-se que 202.600 crianças menores de cinco anos sofrem de desnutrição aguda, incluindo 38.200 que estão gravemente desnutridos e enfrentam um alto risco de mortalidade", afirma o estudo.

No entanto, o número total de afetados registrou uma queda de 29% em relação à última estimativa, devido às chuvas registradas no final de 2014, o que beneficiou a agricultura.

"A perspectiva para 2015 é preocupante", afirmou o chefe da ajuda da ONU para a Somália, Philippe Lazzarini.

Em 2011, uma fome devastadora causou a morte de 250.000 pessoas, das quais a metade era de crianças.