Indústria têxtil já busca alternativas para captar insumo

No caso da energia, ele explica que parte da geração é própria, mas que ainda assim a fábrica depende do fornecimento da concessionária de energia

iG Minas Gerais | Juliana Gontijo |

MEDELLÍN, COLÔMBIA. A falta de água e, consequentemente, de energia pode atrapalhar os planos da cadeia têxtil, segundo representantes do setor. “O processo têxtil é todo baseado em água, seja no tingimento ou no acabamento. Logo, é claro que existe receio com relação ao racionamento”, frisa o coordenador de produção da Cedro Têxtil, Edson Gonçalves, que está na Colômbia participando da feira Colombiatex das Américas, em Medellín.

Ele conta que, entre as unidades fabris da empresa, a situação mais preocupante é em Pirapora, no Norte de Minas. “Estamos buscando outras opções para conseguir água e nosso plano de contingenciamento inclui poços artesianos. Se acontecer racionamento, a empresa corre o risco de parar”, diz. São duas fábricas em Pirapora, no Norte do Estado, uma em Sete Lagoas e em Caetanópolis, ambas na região Central.

No caso da energia, ele explica que parte da geração é própria, mas que ainda assim a fábrica depende do fornecimento da concessionária de energia.

O diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, explica que o segmento de fiação é o que mais consome energia. “Entre os três maiores custos da atividade estão matéria-prima, energia e depreciação de máquinas e equipamentos. O acabamento é muita energia, vapor, água. E a tecelagem está no meio do caminho. Acabamento é energia e água”, observa. 

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