‘Preocupação ainda é maior do que a ação”

Andréia Bernardes Psicóloga Faculdade Pitágoras

iG Minas Gerais | Litza Mattos |

Por que a população brasileira é a que mais se preocupa com o risco de contrair doenças?

Acredito no fator cultural, sim, mas vivemos num país tropical e nosso clima nos exige ter uma atenção maior com a higiene. No passado, tivemos que conviver com doenças que poderiam ser facilmente controladas, e isso nos leva a ter atenção e nos preocuparmos com o assunto, mas a preocupação ainda é maior do que a ação.

Quais os principais riscos que corremos em banheiros públicos?

Os riscos são enormes, principalmente para as mulheres e crianças – pelo próprio aspecto fisiológico e por serem mais vulneráveis.

Por que o banheiro foi adotado para fazer essas diversas atividades?

É um espaço reservado, onde a pessoa está sozinha e não corre o risco de observações e julgamentos. Dessa forma, mesmo acreditando que não é o lugar mais adequado, lá a pessoa realiza o que não deseja que os outros vejam, lá é possível o anonimato, a pessoa se sente “invisível”.

Mas pode acabar prejudicando no ambiente de trabalho?

Sim. Mesmo que seja para não ser visto, a ação de estar constantemente no banheiro acaba chamando a atenção. Porque a pessoa será notada pela ausência e pela falta de cumprimento das atividades, o que irá gerar falta de credibilidade. 

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