Pimentel diz que governo estuda cobrar taxas extras a quem não economizar água

iG Minas Gerais | FELIPE CASTANHEIRA |

Em entrevista ao "MGTV" nesta quarta-feira (28), o governador Fernando Pimentel fez novas indicações de como poderá funcionar o sistema de economia de água nas cidades atendidas pela Copasa. O petista informou que, para atingir os 30% da redução de consumo, será feito um "incentivo" por meio das taxas nas contas de água, embora não tenha falado sobre qual será o valor cobrado para quem não atingir a meta.


Para chegar ao percentual de 30%, o governo vai comparar o consumo do mês com a média consumida pelo cliente da Copasa ao longo de todo o ano de 2014. Pimentel não detalhou as medidas aplicadas para a redução do consumo, mas destacou que tanto residências quanto contas comerciais serão atingidas.


Pimentel também destacou que, caso não seja a feita a redução do consumo, o sistema de abastecimento da região metropolitana de Belo Horizonte pode entrar em colapso entre julho e agosto. As primeiras obras visam aumentar a capacidade de captação de água e têm previsão de conclusão em novembro deste ano, quando começa a nova temporada de chuva. 


Recém-eleito, ele destacou que a situação da empresa e dos reservatórios poderia ser outra, já que medidas preventivas já poderiam estar sendo tomadas desde meados do ano passado, quando as fontes de abastecimento começaram a indicar quedas.


Questionado sobre a taxa de desperdício, Pimentel não perdeu a oportunidade para novamente indicar problemas na gestão anterior e alegar que a Copasa, que era considerada uma empresa com nível de excelência, atualmente apresentar uma taxa de desperdício de 40%. Ele prometeu que a empresa "dará o exemplo" para os consumidores, melhorando o serviço e reduzindo o tempo de espera para reparos das redes danificadas.

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