Justiça condena PMs por matar jovens e alterar a cena do crime em SP

Cesar Dias de Oliveira e Ricardo Tavares da Silva, ambos de 20 anos, foram mortos a tiros quando passavam de moto pela rua Pablo Casals na madrugada do dia 1º de julho

iG Minas Gerais | Folhapress |

A Justiça condenou na noite desta terça-feira (27) quatro policiais militares a 24 anos e nove meses de prisão pela morte de dois jovens em 2012, na região do Rio Pequeno, zona oeste de São Paulo.

Um quinto policial também responde pelos crimes, mas teve o julgamento desmembrado dos outros. Cesar Dias de Oliveira e Ricardo Tavares da Silva, ambos de 20 anos, foram mortos a tiros quando passavam de moto pela rua Pablo Casals na madrugada do dia 1º de julho. Segundo a acusação, eles foram confundidos por policiais militares de Osasco, na Grande São Paulo, que investigavam o tráfico de drogas na região.

Os PMs afirmaram que os tiros foram disparados em legítima defesa depois que os rapazes foram perseguidos e atiraram contra os oficiais. Testemunhas, porém, afirmaram à polícia, durante a investigação, que os PMs encenaram a perseguição e o confronto, além de terem alterado a cena do crime, chegando a colocar uma arma sob a moto dos jovens.

No decorrer das investigações, o promotor José Carlos Cosenzo chegou a dizer que a investigação feita pelo pai de Cesar, Daniel de Oliveira , foi "fundamental" para a prisão dos PMs e para a solução do caso. "Foi importantíssimo que o pai tivesse essa coragem. O que ele fez foi fundamental para a investigação e modificou radicalmente a versão trazida pelos policiais".

O julgamento, liderado pela juíza Lizandra Maria Lapenna Peçanha, durou dois dias. Ao todo, foram ouvidas oito testemunhas, sendo uma de defesa, duas de acusação, duas do juízo e três comuns.

Os policiais Cringer Ferreira Prota, Denis da Costa Martinez, Marcelo Oliveira de Jesus e Raphael Arruda Bom já estão presos desde agosto de 2012. Os advogados deles não foram localizados para comentar o caso.

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