Ministros têm almoço com deputados da base para ajudar Chinaglia

A ideia do encontro é fazer um apelo a favor da unidade das bancadas na votação para a presidência da Câmara

iG Minas Gerais | Folhapress |

José Cruz/ABr
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A quatro dias da eleição do novo comando da Câmara dos Deputados, cinco ministros decidiram dedicar seu horário de almoço nesta quarta-feira (28) para participar de um evento que tenta turbinar a candidatura do petista Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Os ministros Pepe Vargas (Relações Institucionais), Ricardo Berzoini (Comunicações), Gilberto Kassab (Cidades), Gilberto Occhi (Integração Nacional) e Antonio Carlos Rodrigues (Transportes) estão reunidos em um almoço com deputados de seus partidos -PT, PSD, PP e PR.

A ideia do encontro é fazer um apelo a favor da unidade das bancadas na votação para a presidência da Câmara. A disputa, que ocorre no domingo (1º), é considerada delicada diante do risco de traições, uma vez que a votação é secreta.

Na entrada, o ministro Pepe Vargas negou que estivesse mobilizando deputados. Ele argumentou ainda que estava fora do horário de expediente. Deputados ouvidos pela reportagem, no entanto, relataram que o convite partiu de Pepe Vargas. Os ministros Rodrigues e Occhi chegaram de carro oficial ao evento.

Apesar do empenho palaciano, bancadas com participação no governo já indicam traições. O PP fará nos próximos dias uma reunião da bancada com votação secreta para a definir qual candidato vai apoiar. De acordo com deputados da bancada, a expectativa é de que eles componham o bloco de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), principal adversário de Chinaglia. No PR, a tendência também é de alinhamento com Cunha.

Cunha enfrenta resistência do Planalto que o avalia como um deputado bastante independente, com estilo oposicionista, e trabalha com viés oposicionista.

Candidato do PT, Chinaglia tenta se deslocar o rótulo de candidato do governo, mas Cunha o tem acusado de ser submisso ao Planalto. Nas conversas, o peemedebista chega a citar o fato da interferência do governo na sucessão, que tem pressionado parlamentares com a promessa de nomeação de cargos para o segundo escalão, que só serão definidos depois da eleição para o novo comando do Congresso.

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