Luiz Henrique mantém disputa pelo Senado; Renan quer que PMDB decida

Segundo Luiz Henrique, Renan não se apresentou como candidato à reeleição, mas disse que o partido deveria evitar um racha e levar uma disputa interna ao plenário do Senado

iG Minas Gerais | Folhapress |

Antonio Cruz/ABr – 3.7.2013
"O Senado resgata uma histórica dívida com o Brasil', declara Renan Calheiros

Num breve encontro, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), fez um apelo nesta quarta-feira (28) ao senador Luiz Henrique (PMDB-SC) para que a bancada do PMDB defina quem será candidato do partido na sua sucessão.

Segundo Luiz Henrique, Renan não se apresentou como candidato à reeleição, mas disse que o partido deveria evitar um racha e levar uma disputa interna ao plenário do Senado.

Renan trabalha nos bastidores para turbinar sua campanha para a reeleição e só deve oficializar seu nome no sábado, véspera da eleição. Com apoio da ala independente do PMDB e de partidos da oposição, Luiz Henrique tenta se consolidar na disputa.

Após a reunião, Luiz Henrique voltou a dizer que irá disputar o comando do Congresso mesmo sem o aval da bancada do PMDB porque sua candidatura é suprapartidária. Um dos principais aliados do Planalto, Renan tem o controle da bancada do PMDB.

O senador catarinense disse que chegou a pedir que Renan construa consenso em torno de sua candidatura dentro do PMDB.

"Eu apresentei minha candidatura ao Renan e pedi o apoio dele. Ele me disse que quer construir isso na bancada e eu pedi a ele que fosse o condutor dessa solução na bancada" afirmou.

"Ele [Renan] não disse nem que era candidato nem que não era. Falou que, como presidente, estava imaginando discutir esse assunto na bancada do PMDB. Eu disse que espero que ele construa na bancada o consenso em torno do meu nome, já que tenho apoio em praticamente de todos os partidos, o que não me permite mais dar um passo atrás", completou.

Na conversa, Luiz Henrique lembrou a Renan que em 2013 abriu mão de apresentar sua candidatura em nome do correligionário. Na época, ele foi pressionado pela cúpula do PMDB a recuar.

Nesta terça, depois de apresentar sua candidatura como irreversível, Luiz Henrique e o vice-presidente da República e presidente do PMDB, Michel Temer, falaram por telefone. Temer também defendeu uma solução de consenso, mas não fez nenhum movimento para Luiz Henrique retirar seu nome.

"O sentimento no Senado é tão forte [ pela candidatura] que não posso deixar de concorrer", sustentou Luiz Henrique.

APOIO

A expectativa de Luiz Henrique é apresentar sua candidatura na sexta-feira (30). Ele deve procurar petistas, que também apoiam Renan, para oferecer a vice-presidência. Um das opções seria oferecer o cargo ao senador Jorge Viana (PT-AC).

Luiz Henrique também contabiliza o apoio do PSDB e do DEM. Em um jantar na noite desta terça, o PSB decidiu não fechar posição sobre a corrida pela presidência do Senado. A bancada vai se reunir com os candidatos e, se não chegarem a um entendimento sobre plataformas, pode lançar o nome do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).

A líder do PSB no Senado, Lídice da Mara (BA), cobrou que o PMDB defina seu candidato. "O comando do Senado não pode ser escolhido no silêncio", disse a senadora.

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