Atletas do voleibol levam apoio à Fabiana, vítima de racismo

Jogadoras, como Jaque e Sheilla, e torcedores escreveram mensagens, consolando a central mineira

iG Minas Gerais | THIAGO PRATA |

Desde que a ponteira Jaqueline passou a jogar pelo Minas, o time mineiro não sabe o que é derrota
Desde que a ponteira Jaqueline passou a jogar pelo Minas, o time mineiro não sabe o que é derrota

Sofrer um ataque racista, ainda mais em sua terra-natal, é um golpe duro a qualquer pessoal. Foi o que aconteceu com uma das principais atletas de voleibol do país e que tantas vezes levou um sorriso aos brasileiros. A medalhista de ouro em 2008 e 2012, a central Fabiana, natural de Belo Horizonte, foi vítima de injúria racial na noite desta terça-feira, em plena Arena Minas. Diante disto, todo apoio torna-se fundamental neste momento.

Através das redes, várias atletas levaram apoio à central do Sesi-SP. A oposta Sheilla, companheira de Fabiana na seleção e também belo-horizontina, foi um delas.

“Acho inadmissível ainda existir racismo. Minha amiga @fabiclaudino ontem no jogo na sua terra natal, sofreu isso com um torcedor. Fiquei muito revoltada e triste. Ainda bem que o Minas Tênis Clube retirou o indivíduo e encaminhou pra delegacia! Gente, não existe esse negócio de raça negra, branca, amarela... O que existe é raça humana! #revoltada #merdaderacismo #angry #racism”, escreveu.

Outra a publicar uma mensagem foi a ponteira do Minas Jaqueline, uma das personagens do jogo que culminou no ato de racismo por um torcedor na Arena. A atacante minastenista aproveitou a deixa para elogiar a postura da segurança do ginásio, ao expulsar o sujeito que atacou Fabiana.

“É inadmissível ver, ler ou saber, nos dias de hoje, que ainda há racismo. Que ainda existam pessoas que alimentam esse sentimento vazio, frio e inexplicável, que se mostram irracionais e intolerantes. Difícil acreditar que, na sociedade em que vivemos, alguém ainda se julgue melhor, mais capaz, mais bonito, mais interessante ou mais digno do que o semelhante porque sua cor, sua religião, sua opção sexual ou sua classe social sejam diferentes. Até quando vamos presenciar isso? Até quando vamos aturar esse tipo de comportamento?”, escreveu Jaque.

“Pode ser clichê, pode parecer frase feita, mas somos todos iguais. Não é a cor da pele e nem nossas opções que determina nosso caráter,nossa conduta e nem nossa qualidade. São os atos, as atitudes. Grandeza se mostra como exemplos e ser racista é, com certeza, ser pequeno. @fabiclaudino O @minastc tomou uma atitude muito digna de colocar essa pessoa para fora e encaminhá-lo para a delegacia. Ele foi também proibido de assistir qualquer evento feito dentro do clube! Parabéns”, completou.

Vários torcedores também usaram as redes sociais para consolar Fabiana.

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