Português Luis Figo anuncia que será candidato à presidência da Fifa

"Importo-me com o futebol, e não gosto do que estou vendo sobre a Fifa, não apenas agora, mas nos últimos anos", disse o ex-jogador

iG Minas Gerais | AFP |

Luis Figo será opositor a Joseph Blatter, presidente da Fifa desde 1998
Reprodução/Facebook
Luis Figo será opositor a Joseph Blatter, presidente da Fifa desde 1998

O ex-jogador de futebol português Luis Figo anunciou nesta quarta-feira, em uma entrevista à rede de televisão CNN, que será candidato à presidência da Federação Internacional de Futebol (Fifa) nas eleições que serão realizadas em maio.

"Importo-me com o futebol, e não gosto do que estou vendo sobre a Fifa, não apenas agora, mas nos últimos anos", declarou o ex-jogador do Barcelona e do Real Madri, de 42 anos.

Figo terá como rivais o atual presidente, o suíço Joseph Blatter, o vice-presidente da Confederação Asiática, o jordaniano Ali bin Al Hussein, o presidente da federação holandesa, Michael van Praag, o ex-dirigente da Fifa Jerome Champagne e outro ex-jogador de futebol, o francês David Ginola.

A eleição à presidência da Fifa, que tem Blatter como favorito - candidato a um quinto mandato - será realizada no congresso eletivo de Zurique, Suíça, em 29 de maio de 2015.

Os candidatos têm até 29 de janeiro para se apresentar. Para receber permissão e entrar em disputa, precisam ter desempenhado um papel ativo nos organismos administrativos do futebol em dois dos últimos cinco anos.

Após sua aposentadoria, Figo colaborou em vários projetos com o clube italiano Inter de Milão, no qual jogou após sair do Real Madri, e atualmente forma parte do comitê de futebol da Uefa.

"Se você procurar Fifa na internet", argumentou Figo, "verá que a primeira palavra que aparece é 'escândalo', e não palavras positivas".

"E isso é a primeira coisa que temos que mudar para melhorar a imagem da Fifa. O futebol merece muito mais", prosseguiu.

"Falei com muita gente importante no futebol, jogadores, treinadores, presidentes de federações, e todos acreditam que é preciso fazer algo", acrescentou.

"No ano passado estive no Mundial, estive no Brasil, e vi as reações dos torcedores no que diz respeito à imagem da Fifa, é preciso mudar algo. Uma mudança na liderança, na governança, na transparência e na solidariedade, acredito que o momento chegou", ressaltou.

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