Ônibus voltam a circular em Curitiba após ordem judicial

Uma audiência da Justiça que tentou por fim à greve de ônibus em Curitiba determinou a volta imediata, no final da tarde desta terça-feira (27), de 80% da frota na cidade

iG Minas Gerais | Folhapress |

Segundo dia de greve afeta cerca de 2 milhões de usuários do transporte público em Curitiba
Jaelson Lucas/SMCS
Segundo dia de greve afeta cerca de 2 milhões de usuários do transporte público em Curitiba

Os ônibus estão voltando a circular gradativamente em Curitiba na manhã esta quarta-feira (28) após a Justiça determinar a volta imediata de 80% da frota. Das 23 empresas que atendem a capital e a região metropolitana, por volta das 6h30 apenas os coletivos da empresa Tamandaré Metropolitana ainda não tinham deixado a garagem.

Segundo a Urbs (empresa que gerencia o transporte), grevistas impediam a saída dos coletivos. Já os ônibus da empresa Glória deixaram a garagem com atraso, por volta das 6h. A empresa é responsável pela principal linha que faz a ligação norte-sul na cidade e atende em média 170 mil passageiros por dia.

Motoristas e cobradores estão em greve desde segunda (26), e paralisaram totalmente o transporte público na cidade. Eles reclamam de atrasos em pagamentos e dizem que não receberam o adiantamento salarial de 40% no último dia 20.

Uma audiência da Justiça que tentou por fim à greve de ônibus em Curitiba determinou a volta imediata, no final da tarde desta terça-feira (27), de 80% da frota na cidade.

Na audiência desta terça, o governo do Paraná, que também financia o sistema e deve cerca de R$ 16 milhões às empresas, ficou de pagar, até esta terça, R$ 5 milhões. Assim, o pagamento dos salários atrasados deve ser feito, no mais tardar, até quinta (29).

O sindicato dos trabalhadores aceitou a proposta, mas diz que só encerra a greve após o depósito dos valores atrasados.

Motoristas e cobradores que aguardavam em frente ao TRT (Tribunal Regional do Trabalho) reagiram com indignação e chegaram a impedir a passagem de um ônibus, que voltava às ruas logo após a audiência. O presidente do sindicato precisou intervir para que o veículo pudesse circular.

A multa em caso de descumprimento da decisão, a ser paga pelo sindicato dos trabalhadores, é de R$ 300 mil por dia.

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