Após deixar comando, Burguês diz ser o ‘pai’ do fim da verba

iG Minas Gerais |

Após deixar a presidência da Câmara Municipal de Belo Horizonte, o vereador Léo Burguês (PTdoB) afirma ser ele o verdadeiro responsável pela proposição que altera regras de utilização da verba indenizatória e que será discutida em reunião de líderes nesta quarta. Enviado pelos vereadores Ronaldo Gontijo (PPS) e Daniel Nepomuceno (PSB), o estudo sobre o auxílio financeiro defende a licitação, por parte da Casa, em todos os itens que o vereador tem direito a comprar.

“Eu tenho defendido uma mudança na verba indenizatória da Câmara desde o ano passado. Já fui até ameaçado de morte por querer que todos os itens que possam ser comprados com a verba devam ser licitados pela Casa. Agora estão pegando o meu estudo, que está pronto desde 2014. Não dá pra entender por que só estão falando nisso agora”, acusa o ex-presidente, que não conseguiu levar a ideia adiante.

De acordo com Burguês, grande parte dos vereadores da Casa já conhece sua proposta desde o ano passado, mas parlamentares contrários a mudanças fizeram com que a negociação não fosse para frente. “Cheguei até a ir à casa de alguns vereadores para convencer a apoiar o projeto. Eu conversei com 27 deles sobre a questão”.

Atualmente, os vereadores de Belo Horizonte têm direito a uma cota de R$ 15 mil mensais a serem gastos com itens que auxiliem o exercício de seu mandato, como gasolina, telefone, refeições e materiais de escritório. E, apesar de agora se colocar contrário à verba, o próprio Léo Burguês foi denunciado em 2012 por má utilização, já que a destinou para fazer compras de coxinhas no bufê da sua madrasta.

Acabou o amor Foi embora junto com os cargos no governo do Estado a união no ninho da Juventude tucana. Um membro do grupo resumiu de forma sincera: “Acabou o dinheiro, acabaram os empregos, acabou o amor”. De acordo com ele, tudo foi construído em volta da secretaria comandada por Narcio Rodrigues, pai do presidente da Juventude tucana, Caio Narcio. Com a saída do governo, a paz acabou. “Na última semana, o Caio convocou a juventude para a posse dele (como deputado federal), mas os membros começaram a brigar porque o partido não pagaria a viagem para Brasília. A briga piorou porque ele justificou que o partido não tem mais dinheiro porque perdeu o governo. Só que governo não dá dinheiro pra partido. O dinheiro devia ser de fundo partidário…”

TV Fidelix O nanico Levy Fidelix, que disputou a Presidência pelo PRTB, tenta arrumar um jeito de não ganhar notoriedade apenas por conta das declarações polêmicas em debate nos tempos de disputa nas urnas. Para isso, criou um canal no Youtube e no site do partido em que passa alguns minutos comentando notícias de jornal, sobretudo em ataques ao governo atual. Tudo dirigido pelo filho e falando com aquele jeito peculiar que conhecemos na eleição. Em crítica aos presidentes esquerdistas da América do Sul, ele afirmou que “fazem feijoada com o focinho alheio”, para depois explicar: “pegam a grana do povo e dão de graça, para fazer porto, por exemplo”. Fidelix ainda faz a previsão de que o mandato da presidente Dilma está acabando: “Ela não passa desse ano”, apostou.

FOTO: Ricardo Barbosa/ALMG Comissão de Segurança Pública

Única. Em tempo de vacas magras e com corredores e plenário vazios, a Comissão de Segurança Pública foi a única a conseguir realizar sua reunião nesta terça. As outras oito reuniões de colegiados agendadas não foram realizadas por falta de quórum. Na de Segurança Pública, o debate foi sobre as denúncias de que filhos recém-nascidos de dependentes químicos têm sido colocados à disposição de adoção, mesmo contra a vontade dos pais biológicos.

R$ 71 bi É A DÍVIDA do Estado de Minas Gerais com a União, de acordo com o último número divulgado pelo Banco Central, relativo a novembro do ano passado.

Horário político. O Tribunal Regional Eleitoral de Minas informou nesta terça que já autorizou 15 partidos políticos, dentre os 32 existentes no Estado, a veicular propaganda partidária em 2015. Em janeiro, PT e PV veicularam suas peças. Foram dez do partido da presidente e oito da legenda de Eduardo Jorge.

Campos vive Seis meses após a morte trágica de Eduardo Campos em acidente aéreo, seu perfil no Instagram – rede social para fotos – continua atraindo comentários. É difícil passar um dia sem que alguém se manifeste. Críticas ao governo federal e lamentos por sua partida seguem frequentes. A maior parte das postagens se dá com frases e comentários dirigidos ao próprio ex-governador de Pernambuco. Nesta semana, um seguidor exagerou: “Parceiro, ressuscita aí, a Dilma não dá, burra demais!”, desabafou.

Ponta-direita O deputado federal Jair Bolsonaro revelou nesta semana que seu nome foi uma homenagem a Jair Rosa Pinto, craque que atuou por Vasco, Flamengo, Palmeiras, Santos e São Paulo, entre outros. Jair atuava pelo Palmeiras quando o político nasceu, em Campinas (SP), em 1955. Ao apontar a curiosidade, Bolsonaro fez questão de lembrar que Jair Rosa Pinto era ponta-direita, em referência às suas posições ideológicas. As coincidências não param por aí. O jogador, falecido em 2005, também nasceu em um dia 21 de março, como o polêmico deputado pelo Rio de Janeiro.

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