Estrela mais antiga do universo é descoberta em galáxia distante

O astro é muito brilhante e pode ser facilmente visto por telescópios

iG Minas Gerais |


Órbita.
 O sistema Kepler-444 possui cinco planetas menores que a Terra, que orbitam seu sol em menos de dez dias, tornando-os muito quentes
TIAGO CAMPANTE/PETER DEVINE/DIVU
Órbita. O sistema Kepler-444 possui cinco planetas menores que a Terra, que orbitam seu sol em menos de dez dias, tornando-os muito quentes

Miami, EUA. Astrônomos internacionais anunciaram ontem a descoberta da estrela mais antiga conhecida pela ciência, situada em uma galáxia distante e circundada por cinco planetas do tamanho da Terra.

O sistema tem 11,2 bilhões de anos e foi batizado de Kepler-444 em função da sonda Kepler, projetada para procurar novos planetas fora do sistema solar. Seus cinco planetas são um pouco menores do que a Terra. Eles orbitam seu sol em menos de dez dias, a uma distância menor que um décimo daquela que separa a Terra do Sol, tornando-os muito quentes para serem habitáveis.

Mas foi a idade da estrela que surpreendeu os astrônomos. Situado a uma distância de 117 anos-luz do nosso planeta, o Kepler-444 é duas vezes e meia mais velho que nosso sistema solar, que tem 4,5 bilhões de anos.

“Nunca vimos algo assim. É uma estrela muito velha, e seu grande número de pequenos planetas a torna muito especial”, afirmou o coautor da descoberta, Daniel Huber, da Universidade de Sidney, na Austrália.

“É extraordinário que um sistema tão antigo e com planetas do tamanho da Terra tenha se formado quando o universo estava nascendo, com um quinto de sua atual idade”, acrescentou o pesquisador.

Ondas sonoras. Os astrônomos podem medir a idade de um planeta distante usando uma técnica chamada “asterossismologia”, que é capaz de medir as oscilações da estrela causadas pelas ondas sonoras em seu interior. Essas ondas causam pequenos pulsos no brilho da estrela, que podem ser analisados para medir seu diâmetro, massa e idade.

Steve Kawaler, professor de astronomia da Universidade do Iowa, nos Estados Unidos, explicou que Kepler-444 é muito brilhante e pode ser facilmente vista com telescópios.

“Sabemos que planetas do tamanho da Terra foram formados ao longo dos 13,8 bilhões de anos da história do universo”, afirmou, por sua vez, Tiago Campante, da Universidade de Birmingham, na Inglaterra.

A descoberta mais uma vez levanta a hipótese de vida em outras partes do universo. “Isso cria condições para a existência de vida antiga na galáxia”, concluiu.

Anéis

Astrônomos descobriram um planeta com sistema de anéis 200 vezes maior do que o de Saturno. É a primeira vez em que uma estrutura dessa dimensão é encontrada fora do sistema solar.

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