Obstáculos para Lucas Pratto superar com a camisa do Galo

Neste primeiro momento, idioma e posicionamento são as maiores barreiras para o reforço

iG Minas Gerais | Fernando Almeida / Diego Costa |

Vai conseguir. 
Com qualidade e raça, Pratto tem tudo para se dar bem enquanto estiver no Atlético
Bruno Cantini
Vai conseguir. Com qualidade e raça, Pratto tem tudo para se dar bem enquanto estiver no Atlético

A arte ofensiva do futebol argentino ganhou mais um integrante na Cidade do Galo em 2015. Lucas Pratto pisou em solo alvinegro com o status de melhor atleta do futebol jogado na Argentina na última temporada e estreou com o manto preto e branco anotando um gol diante do Shakhtar Donetsk-UCR. Mas ele ainda tem desafios a superar para vingar no Atlético. E ele sabe disso.

Para conquistar a “chata torcida atleticana” – termo usado pelo ex-presidente Alexandre Kalil –, Pratto tem a seu favor a raça argentina e a consequente promessa de ser incansável na marcação, mesmo sendo, teoricamente, o atleta mais avançado da equipe.

“Meu estilo de jogo é assim; sempre tento trabalhar para a minha equipe, sobretudo quando estou sem a bola, tentando defender”, destacou Lucas Pratto.

A primeira dificuldade sentida pelo atacante também parece que não será um limitador. A mudança de idioma na realidade de El Oso aos poucos é absorvida pelo atleta, que já admitiu compreender bem, por exemplo, as ordens dadas pelo técnico Levir Culpi, mas ainda engatinha para se expressar em português.

Para superar isso, ele tem a ajuda do também argentino Jesús Dátolo e seu amigo Luan. Os dois também estão com a missão de deixar Pratto mais confortável no grupo atleticano e em Belo Horizonte, além de ensinar ao atacante hermano o estilo brasileiro dentro dos gramados. Outro que dá o seu suporte nessa transição linguística é o recém-contratado volante Danilo Pires, que iniciou sua carreira profissional no River Plate do futebol uruguaio.

Outras barreiras a serem transpostas tendem a ser superadas apenas com o tempo e muito suor como aliados. Com a saída de Diego Tardelli, caiu nas costas de Pratto a pressão de ser o próximo goleador atleticano, enfrentando também o retrospecto de poucos atacantes argentinos artilheiros no Brasil – fato visto com Carlitos Tévez, em 2005 no Corinthians, e, mais recentemente, com Hernán Barcos no Palmeiras e Grêmio.

Centroavante. Uma das questões levantadas pelo próprio atacante é a adequação de seu estilo de atuar para suprir os pedidos iniciais de Levir, que colocou El Oso mais fixo na área adversária. No Vélez Sarsfield-ARG, por exemplo, o avante também atuava como pivô, mas frequentemente caía pela esquerda do campo ofensivo, chegando a voltar até o meio para chamar mais o jogo.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave