Pimentel se reúne com Dilma nesta quarta

Objetivo é debater soluções para a crise hídrica no Estado

iG Minas Gerais | Lucas Pavanelli |

Calamidade. Represa Serra Azul, localizada em Juatuba, na Grande BH, tem seu nível de água situado em 5% da capacidade total
Uarlen Valério
Calamidade. Represa Serra Azul, localizada em Juatuba, na Grande BH, tem seu nível de água situado em 5% da capacidade total

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), entra hoje em uma semana decisiva para saber qual é a dimensão real da crise hídrica que afeta o Estado. Ele irá buscar recursos para investimentos junto à União e também deverá detalhar medidas de racionamento para a população.

O primeiro compromisso está agendado para 10h de hoje no Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa. A reunião será com os 34 prefeitos da região metropolitana de Belo Horizonte onde a situação é mais crítica. No meio da semana, ainda sem data definida, Pimentel se reúne com a presidente Dilma Rousseff (PT) para pedir ajuda com a liberação de investimentos para aumentar a capacidade de captação de água no Estado.

Na última sexta-feira, o governador chamou de “crítica” a situação do abastecimento de água em Minas Gerais e disse que não há recursos em caixa para as obras necessárias. “Vamos precisar muito da população do Estado. Todos os sinais apontam para a necessidade de uma ação efetiva”, afirmou Pimentel em coletiva.

Na ocasião, o petista disse que Dilma tinha proposto uma audiência com ele nesta semana para que o governo federal pudesse ajudar com os projetos do Estado. Também nesta semana está prevista uma visita de técnicos do Ministério da Integração Nacional a Minas. A ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira, garantiu esforços da pasta para colaborar com os Estados.

Plano. O governo mineiro trabalha com um plano de investimentos a curto, médio e longo prazo para resolver a questão. A ação mais urgente é uma obra para aumentar em 4 m³/segundo a captação de água do rio Paraopeba. O projeto seria executado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) que já está em vigor e ficaria pronto no segundo semestre. “Nosso esforço é para fazer isso logo no segundo semestre, porque se não chover em outubro, em dezembro vai secar”, afirmou o secretário de Obras, Murilo Valadares.

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