Obama pede maior controle sobre drones após incidente na Casa Branca

Equipamento é em geral usados por fotógrafos amadores e profissionais para coletar material aéreo em vídeo, mas as autoridades temem que possam representar uma ameaça à segurança

iG Minas Gerais | Agência Brasil |

O presidente americano, Barack Obama, pediu nesta terça que os "drones" sejam controlados mais de perto, depois que um pequeno avião não tripulado caiu na Casa Branca na segunda-feira (26), deflagrando um alerta de segurança.

Obama contou à rede CNN que o uso de "drones" comerciais e recreativos, que agora podem ser comprados por apenas 40 dólares, não está "nem um pouco" regulado.

"Drones" como o quadricóptero DJI Phantom, modelo que caiu na propriedade da Casa Branca, são em geral usados por fotógrafos amadores e profissionais para coletar material aéreo em vídeo, mas as autoridades temem que possam representar uma ameaça à segurança.

"O 'drone' que aterrissou na Casa Branca você compra na Radio Shack [loja de produtos eletrônicos nos EUA]", disse Obama.

O presidente citou a gigante on-line Amazon como uma das companhias que avaliam o uso comercial dos drones, incluindo a entrega das encomendas.

"Há funções incrivelmente úteis nos 'drones', como para os agricultores que administram grãos e os ecologistas que querem controlar a existência da vida selvagem", comentou.

"Mas não temos nenhum tipo de estrutura regulatória para eles", completou Obama.

"Assim, encarreguei algumas das agências relevantes que comecem a falar com acionistas para buscar uma maneira de aplicar uma estrutura que assegure que essas coisas não sejam perigosas e não estejam violando a privacidade das pessoas", informou.

De acordo com as autoridades, o piloto do "drone" que caiu na Casa Branca trabalha para a Agência Nacional de Inteligência Geoespacial (NGA). Esse órgão fornece imagens e análises vitais para agências de Inteligência civis e militares.

A NGA confirmou que um de seus funcionários foi interrogado pelo Serviço Secreto.

"O funcionário estava em seu tempo livre e não está envolvido no trabalho ligado a 'drones', ou veículos aéreos não tripulados de qualquer tipo na NGA", explicou a agência.

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