Lei sobre a compra de uniformes da Guarda Municipal é questionada

Presidente do Sindibel alega que valor definido pela lei municipal 10.799 já não permitem a reposição completa das fardas

iG Minas Gerais | Felipe Castanheira |

Homenagens, reverências marchas e acordes musicais marcaram a emocionate cerimônia
ELIAS RAMOS/PMC
Homenagens, reverências marchas e acordes musicais marcaram a emocionate cerimônia

Uma antiga reivindicação da Guarda Municipal de Belo Horizonte (GMBH) foi publicada nesta terça-feira(27) no Diário Oficial de Belo Horizonte. A lei municipal 10.799 determina que o dinheiro para a compra das roupas da corporação seja repassada diretamente aos integrantes da GMBH, por meio de uma indenização calculada de acordo com os rendimento de cada membro da guarda.

Porém a decisão levou tanto tempo para ser tomada que acabou se tornando defasada. De acordo com o presidente do sindicato dos servidores públicos municipais de Belo Horizonte (Sindibel) Israel Arimar de Moura, a proposta de lei deu entrada na Câmara Municipal há mais de dois anos. Segundo ele, neste tempo foram aplicadas várias mudanças nos itens do uniforme e o valor definido pela nova lei já não permitem que as vestimentas sejam comprados com o valor repassado aos guardas. Diante disso o sindicato pretende organizar uma reunião na próxima semana e cobrar o reajuste do valor da indenização.

Ele explica que atualmente o gasto para trocar todo o fardamento de um guarda fica em mais de R$ 2.000, valor acima das indenizações que serão pagas pela prefeitura. Os novos membros receberão um adicional no valor de 90% do salário para a compra do material, já os agentes que já integram a corporação irão receber, nos meses de janeiro, uma indenização no valor de 40% dos rendimentos.

Em Belo Horizonte a compra dos uniformes era feito por meio de licitação, modelo que era questionado pelo Sindibel. A entidade reivindicava que o dinheiro fosse repassado aos guarda para que cada um comprasse as peças de acordo com suas medidas e necessidades. A reportagementrou em contato com a Guarda Municipal, solicitando um posicionamento sobre o tema, mas até às 19h40 não obteve resposta.  

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