Dilma justifica medidas econômicas e pede empenho a ministros

Dilma está reunida com seus 39 ministros e com o vice-presidente Michel Temer na Granja do Torto, residência de campo oficial da Presidência da República, em Brasília

iG Minas Gerais | Folhapress |

Presidenta Dilma colocou à disposição recursos do governo federal para as ações atuais e também para a fase de recuperação, quando os prefeitos farão um levantamento dos prejuízos materiais
Antonio Cruz / Agência Brasil
Presidenta Dilma colocou à disposição recursos do governo federal para as ações atuais e também para a fase de recuperação, quando os prefeitos farão um levantamento dos prejuízos materiais

Em sua primeira fala pública após ter assumido o seu segundo mandato, em 1º de janeiro, a presidente Dilma Rousseff justificou nesta terça-feira (27) as medidas econômicas anunciadas por seu governo recentemente como necessárias e corretivas para "manter o rumo e ampliar as oportunidades preservando as conquistas sociais".

"As medidas que estamos tomando e tomaremos irão consolidar um projeto vitorioso nas urnas por quatro vezes consecutivas. São essas medidas que estão ajudando o Brasil a mudar. E essas mudanças dependem muito da estabilidade e da credibilidade da nossa economia. Precisamos garantir solidez dos nossos indicadores econômicos", afirmou.

Dilma está reunida com seus 39 ministros e com o vice-presidente Michel Temer na Granja do Torto, residência de campo oficial da Presidência da República, em Brasília. Esta é a primeira reunião ministerial realizada no segundo mandato da petista. O último encontro do tipo foi feito em 2013, logo após a eclosão das manifestações.

A presidente afirmou que durante o seu primeiro governo foram tomadas medidas para preservar o país dos problemas econômicos internos e externos mas afirmou que agora se chegou "a um limite". "Agora atingimos um limite para isso. Estamos diante da necessidade de promover um reequilíbrio fiscal. [...] Tomamos algumas medidas que têm caráter corretivo", disse.

Na tentativa de se preservar contra as críticas de quem diz que ela está tomando medidas contrárias ao que defendeu durante a campanha eleitoral, Dilma afirmou que já havia dito que o seu segundo governo seria de "continuidade e mudanças".

Criticada por passar mais de um mês sem dar entrevistas, a presidente retomou seu discurso pós-eleitoral por mais diálogo e pediu a todos os ministros que não se omitam e falem mais com a sociedade para divulgar e defender o seu governo. Ela falou por cerca de 30 minutos.

"Devemos enfrentar o desconhecimento, a desinformação, sempre e permanentemente. Não podemos permitir que as falsas versões se criem e se alastrem. [...] Tragam a posição do governo à opinião pública. Sejam claros, se façam entender. Não podemos deixar dúvidas", disse aos ministros.

Dilma chegou ao local da reunião de helicóptero com cerca de 20 minutos de atraso. A reunião estava marcada para começar às 16h. Ao chegar, ela cumprimentou todos os ministros individualmente e depois, já sentada em seu lugar, pediu que todos sejam sucintos em suas exposições.

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